Afogamentos quase dobram em Sergipe e acendem alerta dos bombeiros

O aumento no número de casos de afogamento em Sergipe tem preocupado autoridades e reforçado o alerta para os cuidados em praias, rios, piscinas e até dentro de casa. Dados do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) apontam que, entre janeiro e abril de 2026, nove pessoas morreram afogadas no estado.
Apesar da redução de 25% no número de mortes em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registradas 12 vítimas fatais, o total de ocorrências praticamente dobrou. Sergipe saiu de 82 registros no ano passado para 160 neste ano, um aumento de aproximadamente 95%.
Os resgates com vítimas sobreviventes também cresceram significativamente. Foram 157 salvamentos realizados pelos bombeiros nos quatro primeiros meses deste ano, contra 70 no mesmo intervalo de 2025, um aumento de 124%.
De acordo com o porta-voz do CBMSE, major Cordeiro, os acidentes acontecem em diferentes situações e atingem pessoas de todas as idades. “Um momento de distração pode ser fatal. Crianças e idosos precisam sempre de supervisão, principalmente próximos à água”, alertou.
Casos recentes registrados no estado reforçam a preocupação. Em Canindé de São Francisco, uma criança morreu após cair em um poço. Já no início do mês, uma idosa de 71 anos perdeu a vida depois de cair dentro de uma caixa d’água na própria residência.
Segundo o major, muitos acidentes ocorrem em ambientes domésticos, envolvendo piscinas, caixas d’água, baldes e reservatórios. “Às vezes, a mãe está distraída por alguns segundos e a criança acaba caindo em um balde ou piscina. É um risco muito maior do que as pessoas imaginam”, explicou.
O Corpo de Bombeiros também chama atenção para os riscos em praias e rios, principalmente em áreas com correntezas fortes. Um dos pontos considerados críticos é a região próxima ao farol da Praia de Atalaia, em Aracaju, conhecida pela formação de correntes de retorno.
Mesmo com placas de sinalização, muitos banhistas ignoram os avisos. “As pessoas acreditam que sabem nadar e acabam entrando em áreas perigosas. Quando percebem, já foram puxadas pela correnteza”, afirmou o major.
Ele destacou ainda que o mar aparentemente calmo também pode indicar perigo. “Nesses casos, o correto é nadar paralelamente à praia e nunca contra a correnteza”, orientou.
Outro fator apontado pelo Corpo de Bombeiros é o consumo de bebida alcoólica antes de entrar na água. Segundo o major Cordeiro, o álcool reduz os reflexos e aumenta o risco de afogamento. “A pessoa bebe, se sente mais corajosa, entra mais fundo na água e pode sofrer uma câimbra ou ser levada pela correnteza”, disse.
Os bombeiros também alertam para os riscos em sistemas de sucção de piscinas, que podem prender cabelos ou partes do corpo, especialmente de crianças. Segundo a corporação, dispositivos antissucção ajudam a evitar acidentes.
O Corpo de Bombeiros reforça que a prevenção continua sendo a principal forma de evitar tragédias e orienta a população a buscar informações antes de frequentar áreas de banho.
Orientações de segurança
• Nunca deixar crianças sozinhas perto da água;
• Manter distância máxima de um braço da criança durante o banho;
• Respeitar placas e bandeiras de sinalização;
• Evitar entrar na água após consumir bebida alcoólica;
• Utilizar roupas chamativas em crianças para facilitar a visualização;
• Redobrar os cuidados em piscinas de condomínios e hotéis;
• Garantir que áreas de lazer aquáticas tenham supervisão adequada.
Fonte: F5 News













