Após ofensas, internauta apaga perfil no Facebook

05/05/2016 às

Após a repercussão de um vídeo com comentários ofensivos ao Estado de Sergipe, o autor da publicação apagou o perfil no Facebook. As ofensas que constam no vídeo ocorreram após o cumprimento de uma determinação do juiz do Estado de Sergipe, Marcel Montalvão, da comarca de Lagarto (SE), a pedido da Polícia Federal e do Ministério Público sobre o bloqueio do WhatsApp. 

 

No vídeo, o internauta identificado como Walmir Meirelles Marques Junior diz, “O WhatsApp de novo está fora do ar por causa de um pateta de um juiz da cidade de Lagarto. Isso é nome de uma cidade? Sergipe, para mim não é Brasil. Chame como quiser, preconceito ... isso é problema de vocês ..”, completando que “Deviam jogar 80 milhões de ovos nessa cidade. O que mais deve ter lá é nego morrendo de fome e que não usa whatsapp. É nego que não usa aplicativo e não usa nada".

 

Prefeitos sergipanos, por meio da Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (FAMES) também irão ingressar com uma ação contra Walmir Meirelles Marques Junior “Nós estivemos reunidos com os prefeitos e tomamos essa decisão. Vamos entrar com uma ação contra Walmir Meirelles Marques Junior por entender que foi uma ofensa ao Estado de Sergipe, ao município de Lagarto e ao juiz. A nossa assessoria jurídica por meio do Dr. Bosco Freitas fará a ação. Entendemos que mesmo após o pedido de desculpas, ainda cabe uma ação porque o nosso Estado foi ofendido. Se ele conhecesse o nosso Estado, o quanto somos hospitaleiros, jamais teria dito aquelas palavras”, diz. O vídeo com o pedido de perdão também foi publicado pelo Portal Infonet.

 

A Secretaria da Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE) já instaurou procedimento e apura as denúncias a cerca do conteúdo. O Governo do Estado, por meio de nota, também orientou a todo cidadão sergipano, que se sentir ofendido, que denuncie. “Todo cidadão que se sentir ofendido poderá procurar qualquer delegacia, mas orientamos que procure a delegacia de crimes cibernéticos que irá apurar o caso”, explica o delegado-geral da Polícia Civil, Alessandro Vieira.