Aracaju teve a menor desocupação entre capitais do Nordeste em 2025

Aracaju alcançou uma taxa de desocupação de 6,3% em 2025, a menor entre as capitais do Nordeste brasileiro ao lado de Natal (6,3%). O dado é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua anual, que permite o detalhamento do mercado de trabalho por gênero, capital, cor ou raça e outros tópicos.
Entre as nove capitais da região, o município de São Luís (9,3%) registrou a desocupação mais elevada. A taxa aracajuana também é menor que a média do estado sergipano (7,9%), mas superior ao resultado do Brasil (5,6%).
Além disso, Aracaju teve o segundo maior rendimento mensal em 2025, chegando a R$ 4.337, valor que coloca a capital sergipana apenas com um rendimento menor do que Natal (R$ 4.643). O rendimento mensal em Sergipe foi de R$ 2.885 e no Brasil, R$3.560.
Em Sergipe, a taxa de desocupação também foi a menor já registrada na série histórica anual, chegando a 7,9%. Apesar disso, a taxa registrada ficou acima do Brasil (5,6%) e teve a mesma média dos Estados do Nordeste (7,9%). Levando-se em consideração somente a região Nordeste, Sergipe teve a 4ª menor taxa de desocupação, ficando atrás de Paraíba (6,0%), Ceará (6,5%) e Maranhão (6,8%).
Cor ou raça
Quando o recorte da falta de oportunidades no mundo do trabalho é feito com base na cor ou raça, as diferenças históricas se mantêm. A desocupação entre as pessoas pretas em Sergipe foi de 10,2%, em 2025, enquanto entre brancos chegou a 5,5%. Em Aracaju, a taxa de desocupação entre brancos foi de 4,1%, enquanto que entre pretos foi de 7,3% e pardos foi de 6,8%.
A desocupação desses dois grupos raciais caminha em direção oposta. Entre os brancos, o resultado de 2025 é o menor número desde que a pesquisa foi iniciada em 2012. No entanto, entre as pessoas pretas, taxa de desocupação apresentou um crescimento em um ano. Em 2024, era 7%, e escalou para os atuais 10,2% no ano passado. Com 8,3% de desocupados, as pessoas pardas enfrentam um desemprego maior que a população branca e que a população geral do Estado (7,9%).
No cenário nacional, também há diferenças raciais na busca por um trabalho ou emprego. No grupo de pessoas pretas, a desocupação ficou em 7,1%, em 2025, ao passo que os brancos chegaram à taxa de desocupação de 4,3%.
Gênero
Entre as mulheres residentes em Sergipe, a desocupação chegou a 10,2%, cerca quatro pontos percentuais a mais que a taxa masculina de 6%. Nacionalmente, Sergipe tem a quinta maior taxa de desocupação feminina ao lado de Alagoas (10,2%). A desocupação das mulheres só é maior no Piauí (10,4%), Pernambuco (10,8%), Amazonas (10,9%) e Bahia (12,3%).
Em Aracaju, a desigualdade de gênero no mercado de trabalho permanece evidente: enquanto a taxa de desocupação entre as mulheres chega a 8,7%, entre os homens o indicador é de apenas 3,9%. Isso representa uma diferença de 123% na taxa de desocupação feminina em relação à masculina, evidenciando um desequilíbrio mais acentuado do que o observado no conjunto do estado, que é de 70%.
A PNAD Contínua é o principal monitor da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE. No início de cada ano, o IBGE divulga ainda um retrato do mercado de trabalho sobre o ano anterior.
Fonte:IBGE Sergipe














