Igor Salmeron
Mulheres que fazem a diferença no Poder Judiciário de Sergipe

Áurea Corumba de Santana

10/09/2026 às 10:08:45
Natural de Maruim, provinha de família de comerciantes do clássico Armazém Corumba (Foto: Arquivo Pessoal)
Resumo: Ficou conhecida pelo coração enorme e altruísta empatia; poucas vezes se viu uma Magistrada que coadunava habilmente a aplicação das leis sem perder a empatia e imprescindível cuidado ao próximo sem distinções.

Para quem acompanha os meus artigos de pesquisa acerca das personalidades femininas que marcam o judiciário sergipano, perceberam que trago informações biográficas de Mulheres que fizeram ou fazem a diferença no âmbito da Magistratura em Sergipe; e uma dessas não poderia faltar: estou falando da saudosa Juíza Dra. Áurea Corumba de Santana.

Natural de Maruim/SE, provinha de família de comerciantes sergipanos, responsáveis pela fundação do clássico Armazém Corumba nos anos 70. Áurea soube desde cedo o valor irretorquível do trabalho. Formou-se em Direito pela Universidade Federal de Sergipe – UFS (1983). Era viúva do economista Francisco Geraldo Soares de Santana, que atuava como Técnico da SUDAP e Pecuarista em Nossa Sra. das Dores.

Áurea Corumba se notabilizou por ser Mulher destemida, competente e atuante nas esferas em que trabalhava com ínclito esmero que lhe era intrínseco. Respondia pela 25ª Vara Cível da Comarca de Aracaju/SE e integrou com devida maestria o Quadro do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe – TRE/SE donde acumulara vasta bagagem jurídica e leais amigos.

Desde 1988 quando ingressou junto ao Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe – TJ/SE fazia do seu exercício laboral exemplo a ser seguido, sobretudo, quando se tratava de aplicar a Justiça com lídima parcimônia, sensibilidade e diáfana justeza. Mulher de fibra, deixa lacuna até os dias atuais, pelo modo humano com que conduzia a sua vida e amorosa família.

Ficou conhecida pelo coração enorme e altruísta empatia; poucas vezes se viu uma Magistrada que coadunava habilmente a aplicação das leis sem perder a empatia e imprescindível cuidado ao próximo sem distinções.

Faleceu no dia 08 de outubro de 2023 aos 73 anos de idade. Para sempre lembrada como um dos maiores símbolos de compromisso, zelo, empatia e honradez no universo da Magistratura em Sergipe.

Deus é conosco.

Sigamos juntos, avante!

*O texto e pensamento publicado neste espaço não condiz, necessariamente, com a linha editorial do Portal Sergipe em Foco, sendo este de inteira responsabilidade de seu autor.

Magistrada que coadunava habilmente a aplicação das leis sem perder a empatia e imprescindível cuidado ao próximo sem distinções (Foto: Arquivo Pessoal)