Avanços e modernização ajudam a reescrever história da Saúde de Sergipe

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Sergipe tem apresentado avanços na saúde, nos últimos três anos. A contínua modernização do Parque Tecnológico da Rede Estadual de Saúde alcançou hospitais como o de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), em Aracaju, e o Regional de Itabaiana Dr. Pedro Garcia Moreno Filho (HRI), que receberam novos arcos cirúrgicos (aparelhos importantes para ampliar a capacidade de realização de procedimentos de alta complexidade) e a inauguração do tão esperado Hospital do Câncer simboliza a vitória de uma luta antiga dos sergipanos. A entrega da primeira Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do sertão também figura como marco histórico, bem como a implantação do Centro de Hemodinâmica do Huse entrou no rol dos principais investimentos feitos entre 2022 e 2025.
Após dez anos de espera, o Hospital do Câncer de Sergipe (HCS) Governador Marcelo Déda Chagas foi inaugurado no último dia 10 de dezembro, realizando um antigo sonho de pacientes oncológicos e representantes de instituições voluntárias que prestam assistência a pessoas com câncer, como a aposentada Edilma Santos, de 55 anos, que faz tratamento quimioterápico desde 2017. Para ela, a entrega é a concretização de um sonho coletivo. “Este hospital nos traz esperança, aconchego, tudo o que um paciente oncológico precisa. Meu coração está palpitando, porque é um marco para a nossa história”, emocionou-se a paciente.
O sentimento de gratidão pelas melhorias se estende ao município de Nossa Senhora da Glória, onde foi entregue, também em dezembro de 2025, a primeira Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do sertão, com dez leitos para pacientes graves, capacitada para atendimentos de alta complexidade, reduzindo a necessidade de transferências para a capital.
Primeiro paciente da UTI, Melky Shinayder Bezerra Lima foi transferido de Aracaju para Glória. Morador de Nossa Senhora do Socorro, ele aprovou o atendimento e reconheceu que sem a UTI ele poderia não ter resistido. “É de muita importância ter mais uma UTI porque o estado não suporta mais somente o Huse. Me senti muito bem tratado, toda a equipe médica me monitorava o tempo todo. Se não tivesse vaga de UTI, eu poderia ter morrido. Apareceu a vaga no sertão e fui encaminhado para lá”, recordou.
Outro investimento vultoso é o Centro de Hemodinâmica do Huse, inaugurado em junho de 2025. Sua implantação representa uma mudança estrutural na rede pública de saúde, por que amplia o acesso da população a diagnósticos e tratamentos modernos para doenças cardíacas e vasculares periféricas, por meio de tecnologia de ponta. Com a inauguração do Centro, reduz a necessidade de transferência para outros estados e o atendimento ganha mais agilidade, segurança e resolutividade.
A dona de casa Mirian Barbosa, de 61 anos, apresentou quadro de infarto agudo do miocárdio e foi regulada para atendimento no Huse. Após o tratamento hospitalar, ela passou a ser acompanhada pelo Ambulatório da Hemodinâmica, reforçando a importância da assistência estruturada no pós-alta. “Senti muita dor no peito e procurei uma unidade de saúde, que logo me encaminhou ao Huse. Fui muito bem atendida. A expectativa é melhorar cada vez mais a minha saúde”, revelou.
Seguindo a lógica de intervenções inéditas que marcam a história da saúde estadual, em janeiro deste ano foi dada ordem de serviço para a construção do Complexo Materno-infantil Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), que substituirá a antiga ‘Lourdinha’, como ficou conhecida a unidade em Aracaju especializada em partos de risco. A antiga Nossa Senhora de Lourdes foi inaugurada há 18 anos com o objetivo de servir de atendimento provisório, enquanto um novo estabelecimento fosse erguido. A espera chega ao fim com a autorização do novo Complexo, que amplia a capacidade assistencial da rede pública e qualifica o cuidado desde o pré-natal até o acompanhamento do recém-nascido após a alta hospitalar.
Yamara Santos Alves, de 23 anos, é uma das pacientes assistidas na MNSL e ficou feliz em saber que, em breve, a população sergipana poderá contar com uma nova maternidade de alto risco. “Meu filho nasceu e, desde então, recebemos muito acolhimento. Esta é uma maternidade que acolhe todo mundo e, para quem vem do interior, como eu, o novo Complexo vai fazer toda a diferença. Fico muito feliz, especialmente pensando em todas as mães sergipanas”, destacou.
As contínuas melhorias nas instalações, aquisição de novos equipamentos, entrega de novas unidades e fortalecimento das linhas de cuidado tem contribuído para redefinir a qualidade da saúde em Sergipe.
Da Assessoria















