Choveu pouco em SE e 12 cidades sofrem com a seca
Chegou a 12 o número de municípios em estado de emergência devido à seca no Estado de Sergipe. Na semana passada, os municípios de Telha, no leste sergipano; e Campo do Brito, na região Agreste. Segundo relatório do Centro de Meteorologia de Sergipe, na soma de 2015 com os quatro primeiros meses deste ano há um déficit hídrico de 535 mm. O estudo apontou ainda que Sergipe encontra-se climaticamente em uma situação de seca moderada e que as chuvas deverão ser de normal ou abaixo disso.
Segundo o meteorologista Overland Amaral, o relatório observou que desde o ano passado Sergipe se tem mantido em estado de seca, com uma deficiência agravante de chuvas. “Durante todo o ano passado somou 371 mm negativos. A soma com os quatro primeiros meses deste ano chegou a 535 mm de déficit hídrico. Isso reflete no estado das aguadas no interior. Estão exauridas”, declarou.
Amaral esteve na região Agreste do Estado e pôde observar a situação. Segundo ele, as aguadas estão com água totalmente amarelada e carregada de matéria orgânica, impróprio para qualquer consumo. O meteorologista disse ainda que a seca tem afetado a produção de alimentos. “Vimos mandioca com baixo desenvolvimento, isso é a mostra da situação da seca”, afirmou.
E as previsões não são das melhores. De acordo com o meteorologista, a tendência climática deverá ser de normal a abaixo do normal. Ele previu ainda que as chuvas serão mal distribuídas e irregulares. “Um local vai chover mais, outro menos, outros não. Isso são características de irregularidade”, comentou Amaral, ao afirmar que esta situação repercutirá no baixo armazenamento de água. “Não será suficiente para encher uma aguada”, concluiu
Mais otimista
O coordenador da Defesa Civil do Estado, tenente-coronel Erivaldo Mendes, confirmou a homologação por parte do Governo do Estado da situação de emergência nos municípios de Telha e Campo do Brito. Os outros municípios que se encontram em situação de emergência são: Canindé do São Francisco, Carira, Frei Paulo, Gararu, Graccho Cardoso, Itabi, Nossa Senhora Aparecida, Pinhão, Porto da Folha e Ribeirópolis.
Apesar do relatório climático não ser animador, o coordenador da Defesa Civil se diz otimista quanto à chegada das chuvas, a partir de maio no Estado. “Pode ser que com que com o período chuvoso é possível que melhore. Pode ser que diminua a quantidade de cidades em situação de emergência”, analisou.













