Inquérito sobre ofensas na internet já está na PF do RJ

17/06/2016 às

A delegada Rosana Freitas, titular do Departamento de Defraudações e Delegacia de Combate e Repressão aos Crimes Cibernéticos em Sergipe, já encaminhou para a Polícia Federal do Rio de Janeiro uma vasta documentação a cerca do caso de um vídeo publicado no Facebook por Walmir Marques Júnior. O caso gerou grande repercussão nas redes sociais.

 

Em conversa nesta sexta-feira, 17, com a equipe do Portal Infonet a delegada contou que não sabe se Walmir Marques já prestou depoimento, mas foi enfática ao afirmar que a documentação envolve postagens que foram feitas na internet, além do depoimento de pessoas que prestaram Boletim de Ocorrência e foram ouvidas na delegacia por conta das ofensas, além do depoimento do juiz de Lagarto, Marcel Montalvão.

 

Entenda o caso

 

No dia 2 desse mês, o juiz Marcel Maia Montalvão, da Comarca de Lagarto, determinou a suspensão dos serviços do aplicativo WhatsApp por um período de 72 horas. A medida causou polêmica nas redes sociais e vários comentários ofendendo o estado de Sergipe foram publicadas. Entre elas, do ex-funcionário de uma empresa aérea, Walmir Marques Junior, que gravou um vídeo em sua página pessoa do Facebook onde dizia “O WhatsApp de novo está fora do ar por causa de um pateta de um juiz da cidade de Lagarto. Isso é nome de uma cidade? Sergipe, para mim não é Brasil. Chame como quiser, preconceito ... isso é problema de vocês ..”, fala.

 

As ofensas provocaram indignação por parte de internautas e a Ordem do Advogado do Brasil em Sergipe, Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (FAMES), Ministério Público de Lagarto e a Secretaria da Segurança Pública de Sergipe também entram no caso. Com a repercussão, dois dias após a publicação do primeiro vídeo, Walmir publicou um pedido de perdão. No dia 5 desse mês, Walmir apagou o perfil do Facebook.