Lixo:Mendonça Prado responsabiliza Cavo por investigação

21/03/2017 às

O presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Mendonça Prado, preferiu atacar a empresa Cavo, que conseguiu em batalha judicial manter a prorrogação do contrato emergencial assinado com a Prefeitura de Aracaju para a coleta de lixo e limpeza da cidade. Mendonça Prado disse que a Operação Babel desencadeada pela Polícia Civil para investigar contrato da Prefeitura de Aracaju com a Torre Empreendimentos seria consequência de denúncia formulada pela Cavo, empresa, segundo Mendonça Prado, interessada em manter o contrato para realização daqueles serviços.

Mendonça Prado destaca a existência de “interesses econômicos graúdos” envolvendo o contrato da PMA para a coleta de lixo e limpeza da cidade. Interesses, conforme frisou, que ele pretende revelar diretamente à polícia civil, em especial aos delegados que deflagraram a Operação Babel, a partir das investigações que tramitam no Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap). “A polícia não deve apenas investigar os atos da administração pública, mas os interesses nefastos que estão na iniciativa privada”, ressaltou Mendonça Prado.

O presidente da Emsurb informou que disponibilizou informações dos atos da atual gestão e também de gestões passadas, que incluem os contratos com a Torre e também com a Cavo. “Queremos que todos estes fatos sejam devidamente esclarecidos, estamos agindo rigorosamente dentro da lei”, enfatizou Mendonça Prado, atacando a Cavo, que teria recebido cerca de 20 notificações por prestar um serviço “que não corresponde às expectativas da população”.

Portal Infonet tentou ouvir todos os envolvidos na Operação Babel. De acordo com informações do delegado geral da polícia civil, Alessandro Vieira, os 13 mandados judiciais, de busca e apreensão, foram expedidos pela 3ª Vara Criminal de Aracaju contra a Emsurb, a empresa Torre Empreendimentos e também contra o Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Pública e Comercial do Estado de Sergipe (Sindilimp).

O vice-presidente do Sindilimp, Anderson Vidal, informou que desconhecia a Operação Babel e garantiu que o sindicato não tem envolvimento com irregularidades. A empresa Torre não se manifestou e a assessoria de imprensa informou que a Cavo não se manifestará a respeito da questão.


Os detalhes da Operação Babel só serão fornecidos à imprensa na quarta-feira, 22, em entrevista coletiva a ser concedida pela equipe da Deotap e pelo delegado geral da Polícia Civil, Alessandro Vieira.