Mesmo com nenhum professor ganhando abaixo do piso, Sintese mantém greve em Itaporanga
A Prefeitura de Itaporanga D’Ajuda, assim como grande parte das prefeituras em todo o estado, passa por um momento difícil em relação ao repasse de recursos financeiros. Desde o começo do ano, quando a situação apertou ainda mais, tem-se esperado o momento oportuno para regularizar o piso dos professores municipais.
Apesar dessa questão, o avanço da educação é notório na reestruturação da rede para melhorar a qualidade do ensino, no Plano Municipal da Educação (PME) e na própria carreira dos professores. A prefeita Maria das Graças, ‘Gracinha’, tem ouvido as reivindicações dos professores e mostrado a realidade de forma transparente. “Se tudo dependesse de nós seria ótimo, mas no poder público não é assim que funciona. A gente tem que seguir regras e respeitar as leis que nos impõem limites. Mas o que estiver ao meu alcance e dentro do orçamento do município, não tenha dúvida que faremos o possível para continuarmos atendendo as reivindicações que forem possíveis”, disse a gestora.
A secretária de Finanças, Everalda Santana, informou que 100% do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) são utilizados para pagar a folha dos professores, que possuem salário entre R$ 2.036,87 até R$ 8.186,75. “A perspectiva é para que seja implantado o piso 2015 no mês de novembro, quando a situação tende a melhorar. Mas tudo depende da regularização do repasse”, comentou a secretária.
Os educadores estão em greve há 80 dias, sem previsão de retorno. O contato com o Sintese e com a classe é constante, mas sem que haja sensibilidade por parte do sindicato para manter o diálogo com os professores em sala de aula. A administração municipal espera que o fim do ano traga a melhoria tão esperada por todos.











