Montagner: MPF quer homenagem e esclarecimentos

20/09/2016 às
ício encaminhado à prefeitura de Canindé (Imagem enviada pela assessoria do MPF)

Após toda a repercussão da morte do ator Domingos Montagner no rio São Francisco, o Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) convocou a prefeitura de Canindé a prestar homenagens ao artista, construindo um monumento e uma escola de circo na região. 

 

De acordo o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) enviado pelo MPF, a procuradora Lívia Tinôco afirma que a solicitação tem em vista a comoção nacional originada a partir da omissão do poder público. Assim, o TAC deve atuar como uma forma de “reparação do dano moral coletivo, que viabilize a criação de um monumento em homenagem à memória do ator, que reverencie a alegria das atividades circenses que praticou em sua vida, bem como para a implantação de uma escola municipal de circo e teatro Domingos Montagner, no Municipio de Canindé do São Francisco”, diz o documento.

 

Prefeitura de Canindé

 

O prefeito Heleno Silva disse pretende implementar as obras, mas que presirará da ajuda pública e privada. “Acho que a homenagem é justa, porém vamos precisar do apoio do Estado e, quem sabe, de iniciativas privadas, já que Canindé perdeu 45% da arrecadação federal e estamos vivendo com baixo orçamento”, alega.

 

Em relação às medidas de segurança no rio, Heleno Silva alegou já ter cobrado da Secretaria de Turismo do município a implantação de placas e salva-vidas no local do acidente. “Quero salientar que o que aconteceu com o ator foi uma fatalidade e não foi na Prainha, como estão dizendo. O local do afogamento foi a 400 m de lá. Por isso, não podemos encarar a prainha como um local perigoso”, ressalta.

 

MPF

 

Já em relação à afirmação de que o MPF teria impedido a colocação da sinalização no local, o órgão exigiu que o secretário de turismo do município esclarecesse o caso.

 

O secretário de turismo, José Dimas Roque, teria atribuído a culpa do acidente ao MPF, e o órgão exigiu que ele esclareça, em até 24 horas, que a recomendação do MPF era apenas em relação à entrega dos quiosques, que foram construídos na área da União e que, em nenhum momento houve impedimento na colocação de placas de advertência.

 

Caso o secretário de turismo não esclareça as afirmações, o MPF alega que o caso será judicializado sob alegação de danos morais causados às instituição.

 

O secretário Dimas informou que somente se manifestará ao MPF.