Morte de vigilante: sindicato vê conivência do Governo

O Sindicato dos Vigilantes do Estado de Sergipe (Sindvigilante) moverá ação judicial contra o Estado por entender que o governo foi conivente com o crime que culminou com a morte do vigilante Luís Carlos dos Santos ocorrido dentro do Shopping do Estudante durante assalto.
Na opinião do presidente do sindicato, Reginaldo Gonçalves Silva, o Estado tem responsabilidade por não ter impedido a fuga de Eraldo Reis de Alcântara Filho, um dos envolvido no assalto, do Complexo Penitenciário Carvalho Neto, e admitir privilégios em favor dele durante o período em que o acusado esteve preso.
O presidente do sindicato informou que recebeu denúncias, por meio das redes sociais, destacando supostos privilégios que teria beneficiado Eraldo Reis no período em que ele esteve custodiado pela Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania (Sejuc). “Então, o Estado foi conivente com este crime [que culminou com a morte do vigilante e do acusado]”, comentou o sindicalista, que já está acionando o departamento jurídico do sindicato para adotar as medidas judiciais cabíveis.
A assessoria de imprensa da Sejuc nega privilégios nos presídios sergipanos. De acordo com a assessoria, o detento Eraldo Reis foi designado para trabalhar na oficina do presídio depois que passou por avaliação. Um procedimento, segundo a assessoria, previsto em lei. A fuga do detento ocorreu no domingo, 17, no momento em que ele estava lavando uma viatura da Sejuc. A assessoria informou que ele teria pulado o alambrado do presídio e a ausência dele foi percebida na hora do almoço.
Eraldo Reis foi preso em junho do ano passado a partir da “Operação Playboys” desencadeada pela Polícia Civil, que identificou uma quadrilha formada por jovens de classe média envolvidos em roubos de veículos. Além de Eraldo Reis, a polícia prendeu outros sete envolvidos nesta suposta quadrilha.











