No verão de SE, El Niño pode elevar temperatura para 38ºC
O Centro de Meteorologia de Sergipe confirma que o verão deste ano será mais quente e seco, de tal forma que nos próximos dias as temperaturas no alto sertão sergipano chegarão a 35°C, podendo chover no agreste central. Em dezembro os termômetros em Sergipe podem chegar a 38 graus. Enquanto moradores de cidades dos Estados da região Sul do País sofrem com as fortes chuvas e tempestades de granizo, o sergipano busca formas de se proteger do sol, enfrentar as altas temperaturas e a baixa umidade. Segundo o meteorologista Overland Amaral, a “culpa” dessa variação climática no País e em Sergipe é do El Niño, que este ano está mais intenso do que o normal.
Antes mesmo do verão chegar, os sergipanos já estão sentindo calor, muito calor. Nesta sexta-feira, no sertão, por exemplo, os termômetros vão marcar 35°C, enquanto em Aracaju 30°C. Overland Amaral explica que o fenômeno climático atingirá todo o Estado, mas afetará mais o semiárido sergipano. Segundo ele, as cidades que ficarão mais quentes neste verão serão Carira, Frei Paulo, Nossa Senhora Aparecida, Feira Nova, Graccho Cardoso, Glória, Monte Alegre, Canindé de São Francisco, Porto da Folha e Gararu. Ele diz que o El Niño está instalado no Oceano Pacífico desde o início do ano e, consequentemente, deverá se estender por um período maior, provavelmente por mais seis meses, e irá interferir – e muito – na situação climática também de Sergipe. Segundo ele, há também possibilidade de chuvas com trovoadas.
“O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento fora do normal das águas superficiais e subsuperficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa mudança de temperatura provoca uma modificação da circulação geral da atmosfera. No Brasil, o fenômeno se caracteriza por chuvas mais intensas nas regiões Sul e Sudeste e tempo mais seco nas regiões Norte e Nordeste”, explica Overland.
De acordo com o meteorologista, a previsão de baixa ocorrência de chuvas deixa a situação crítica na região Nordeste, especialmente no sertão nordestino, tradicionalmente castigado pela estiagem prolongada. Overland explicou que existem dois períodos chuvosos na região: de fevereiro a maio e de maio até agosto e que, por conta dos efeitos do El Niño, o regime de chuvas deverá ser ainda mais afetado.
Essas informações têm preocupado os agricultores, principalmente do alto sertão, onde alguns municípios tiveram perda maior da produção, chegando até 70%, segundo informou o secretário estadual da Agricultura, Esmeraldo Leal. Agora, a preocupação do governo e dos produtores rurais é com a falta de água para o consumo humano e animal.













