O preço da renovação
Na política, sempre discutiu-se muito a necessidade de renovação. Renovação de ideias, de propósitos, de modelos de administrar a coisa pública. Lideranças políticas que se perpetuam décadas no poder, mesmo com alguns casos raros de demonstração de conteúdo propositivo, são cada vez mais raras. Isso porque a sociedade começa a perceber a importância de renovar os quadros políticos, mas de forma a escolher com mais critério quem realmente está capacitado para essa missão.
Mas a política, por ser um instrumento de concessão de poder e também de privilégios (quando se faz do poder um espaço de negociação privada) pode se tornar uma carga pesada para quem buscar renová-la. Como se diz na gíria popular, “é só o sujeito meter as caras” que ele já sente a porrada das oligarquias que não aceitam a perda dos seus privilégios.
O caso mais recente acontece com o prefeito de Nossa Senhora do Socorro, Fábio Henrique (PDT). Vereador mais votado em Aracaju, prefeito duas vezes e eleito a mulher a deputada estadual mais votada de Sergipe, fez dele uma liderança política em ascensão. Fábio, mesmo sendo considerado um político da nova safra, demonstra maturidade, equilíbrio e discernimento, características essenciais a toda liderança que almeja novos projetos.
Talvez por isso provoque a ira não só dos adversários políticos mas, principalmente, dos aliados. O prefeito é cotado hoje para dois dos principais cargos eletivos de Sergipe: senador e governador. Senador porque são duas vagas na disputa e ele seria um nome extremamente forte na disputa interna do agrupamento governista, que tem o senador Antônio Carlos Valadares (PSB), candidato à reeleição; o ex-deputado federal Rogério Carvalho (PT) e o prefeito de Canindé de São Francisco, Heleno Silva (PRB). Governador porque Jackson Barreto já foi reeleito e hoje no grupo ainda não se construiu um nome que pudesse sucedê-lo, que traga consigo uma renovação, mas sem o risco da falta de experiência. Um perfil que também se encaixa ao prefeito de Socorro.
E justamente após a imprensa e a opinião pública começar o buchicho sobre essa possibilidade, vieram os primeiros ataques contra o pedetista. A partir de agora, FH será mais vidraça do que nunca. Sua gestão será vasculhada, seus secretários vistoriados, seus passos monitorados. A pressão em cima do prefeito será grande a ponto de desgastá-lo ou até mesmo fazer com que se canse e desista de uma disputa majoritária. Esse é o preço de quem prega e representa a renovação política. Quem conhece Fábio Henrique sabe que ele é couro grosso e vai tocar o projeto que seu grupo e a população colocarem para ele. Aliás, essa é a postura que se espera do prefeito.
DEFENSORIA EM GLÓRIA
O defensor público geral de Sergipe, Jesus Jairo Almeida de Lacerda, recebeu na última sexta-feira (13), o deputado estadual Jairo Santana, ‘Jairo de Glória’ (PRB). Participaram do encontro o sub-defensor geral Raimundo Veiga, a corregedora geral Andressa Tavares, o secretário geral Almo Britto e o presidente da Adpese Sérgio Barreto Morais. O parlamentar disse que irá apresentar requerimento na Assembleia Legislativa de Sergipe solicitando que seja requisitado para Nossa Senhora da Gloria um defensor público. “Essa é uma reivindicação antiga da população, até porque existe uma demanda grande por atendimento jurídico, o que justifica a necessidade de uma assistência gratuita às pessoas economicamente menos favorecidas”, alega Jairo.
ADIADO
A Comissão Especial do Processo Seletivo Simplificado da Prefeitura de Areia Branca, anunciou através de nota, o adiamento dos nomes classificados para a contratação temporária. Devido ao grande número de inscritos, o resultado que sairia na sexta-feira (13), será divulgado no próximo dia 25 do corrente mês. Foram inscritos 862 candidatos. Deste total, 548 para a área da educação, 287 para a saúde e 27 para a ação social. Os interessados concorrem à uma, das 115 vagas que estão sendo disponibilizadas para preencher funções como porteiro, vigilante, professor, auxiliar administrativo, auxiliar de enfermagem, entre outras. Os salários variam de R$ 788,00 à R$ 1.197,78.
NO PMDB
O ex-prefeito de Santana do São Francisco, Ricardo Roriz, desfiliou-se do PT. Coordenador da campanha de Jackson Barreto e do deputado federal Fábio Reis no Baixo São Francisco, Roriz está de casa nova: o PMDB. Uma boa aquisição para o partido, uma vez que Roriz representa renovação dos quadros políticos na região. Sobre candidatura em 2016, o ex-prefeito prefere não antecipar os projetos, mas deve participar ativamente do pleito, quem sabe até em um município vizinho. Até lá tudo pode acontecer.
REFORMA POLÍTICA I
Quando o assunto é Reforma Política, a maioria dos gestores municipais é contrária à reeleição. Para eles, o mandato deve ser de seis anos e o voto no Brasil deve continuar a ser obrigatório. A maior parte pede a coincidência de mandatos e a alteração da data de posse dos eleitos. Esses foram resultados de uma pesquisa aplicada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) para saber a opinião dos municipalistas em relação a doze propostas que compõem a Reforma Política. Na opinião dos pesquisados, deve ser convocado um plebiscito junto à população sobre esses temas. Ao todo, 674, entre eles 622 prefeitos e prefeitas, responderam ao questionário. Indagados sobre o tempo ideal de mandato para presidente da República, governadores e prefeitos, 53,3% dos entrevistados apontam seis anos. Outros 37% indicam cinco anos e somente 9,7% querem quatro anos.
REFORMA POLÍTICA II
Em relação à coincidência de mandatos, o que pesa nos debates são os argumentos de que é preciso diminuir os custos de uma eleição. Para isso seria preciso haver um pleito a cada quatro anos, e não a cada dois como ocorre atualmente. Neste caso, 83,5% optam pela coincidência de mandato para possibilitar apenas uma eleição em quatro anos. Somente 16,5% indicaram que é melhor manter o sistema atual. Independente da proposta em debate, 57% concordam que a população deve ser consultada por meio de plebiscito. Outros 43% não concordam com a convocação para se discutir a nova legislação do sistema político brasileiro.
ALERTA DENGUE
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) está preocupada com o aumento assustador dos casos de dengue no início desse ano. E não é pra menos. O aumento em relação ao mesmo período do ano passado foi de 162%. Em 2014, foram apenas 85,4 mil casos. Há dois anos, em 2013, o país viveu a pior epidemia de dengue da história. Os dados são do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), divulgado nesta quinta-feira, 12 de março. A LIRAa mostrou ainda que 66% dos Municípios analisados também estão em situação de risco ou alerta. Entre as macrorregiões, o Nordeste tem o maior número de Municípios com risco de epidemia. São 171 ao total. Em seguida, o Sudeste, com 54, o Sul, com 52, o Norte, com 46 e o Centro-Oeste, com 17.













