OAB questiona se SSP foi negligente com avisos de ataque

02/09/2016 às
Inácio Kraus: ataques previstos e informações privilegiadas (Foto: Arquivo Portal Infonet)

A Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe (OAB/SE) pretende acompanhar os desdobramentos dos ataques aos veículos do sistema de transporte coletivos ocorridos nesta semana em Aracaju e também nas cidades de Lagarto e Itabaiana. O presidente em exercício da entidade, Inácio Kraus, informou que a diretoria vai discutir a questão e, posteriormente, debatê-la com os demais membros da entidade na próxima reunião do Conselho Seccional para, novamente, cobrar efetividade nas ações de combate ao crime organizado em solo sergipano.

 

Além de cobrar firmes ações para coibir estes atos de vandalismo que, supostamente, teriam envolvimento de detentos do sistema prisional sergipano, a OAB/SE quer entender se a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) ignorou as mensagens disseminadas nas redes sociais que anunciavam previamente os ataques, e também, o motivo de ter encaminhado nota à imprensa informando que o áudio do policial não continha verdade. A OAB/SE também destaca a atitude do agente da polícia civil André Agrelli, do Grupamento Especial de Repressão e Busca (GERB), por fazer alertas sobre a possibilidade de ataques, que acabaram ocorrendo noite da quinta-feira, 1º.

 

Para Inácio Kraus, foram atentados previstos com antecedência, que mereciam maior atenção da cúpula da SSP. “É uma questão que tem que ser analisada com calma”, destacou Kraus, numa referência à atitude do agente policial. “Temos que ver se a Secretaria da Segurança Pública ignorou uma informação privilegiada, que foi transmitida pelo agente nas redes sociais”, enfatizou o presidente em exercício. “Temos que avaliar se houve omissão da Segurança Pública”, ressaltou.

 

O secretário de Estado da Segurança Pública, João Batista, garantiu que a SSP não negligenciou nem desprezou informações e garantiu que o órgão não recebeu informações privilegiadas. Segundo o secretário, o agente André Agrelli gravou o áudio com o alerta baseado em boatos.