Para Samuel, queda da ponte foi “irresponsabilidade do Governo”

12/05/2015 às

O líder da oposição na Assembleia Legislativa de Sergipe, deputado capitão Samuel (PSL) atribuiu ao Governo do Estado, a responsabilidade pela queda da ponte do povoado Pedra Branca, na divisa entre os municípios de Laranjeiras e Maruim, no último sábado. O desastre, segundo ele, previsto dada a falta de manutenção na estrutura, provocou o rompimento de adutoras do São Francisco e consequentemente o desabastecimento de Aracaju e mais três municípios da região metropolitana. 

 

A afirmação de Samuel,foi durante entrevista no início da manhã de hoje (12), no programa Balanço Geral da TV Atalaia. Samuel ratificou a sua tese, logo em seguida, em entrevista ao radialista Gilmar Carvalho, da Ilha FM. Para ele, faltou o Governo, através dos seus órgãos competentes, fazer os devidos reparos e manutenções. “É uma construção com mais de 80 anos de uso. Não foi um acidente, o que aconteceu no último sábado. Foi irresponsabilidade do Governo por não fazer a devida manutenção, num ponto tão importante”, afirmou o deputado, ao lamentar que por conta disso, cerca de 1 milhão de pessoas está sofrendo as consequências do desabastecimento de água. 

 

No entender de Samuel, a despesa que o Estado está tendo com a obra emergencial para recuperar o que foi afetado é bem maior do que seria um trabalho preventivo de manutenção para que a estrutura não viesse a desmoronar. De acordo com o deputado, o Governo, através da Companhia de Abastecimento (Deso) tem a obrigação de agilizar o fornecimento de água para que a população, principalmente, a mais carente, não tenha que custear carros-pipas para abastecer as residências”. 

 

MÁ GESTÃO - Nas entrevistas que concedeu hoje cedo, Samuel destacou que a Deso passa por um momento de má gestão e é preciso mudar esse quadro. “Esta mais do que na hora de o diretor-presidente da Deso, Carlos Fernandes de Melo, atender ao convite da Assembleia Legislativa para explicar os motivos do mau serviço prestado à população de Aracaju e região metropolitana”, cobrou acrescentando que faz quase um mês que apresentou Requerimento à Mesa Diretora da Alese fazendo a convocação do diretor-presidente e continua aguardando o atendimento do pleito.