Policial Militar é acusado de usar corporação para fins particulares
O promotor de Justiça Militar, João Rodrigues Neto, solicitou nesta quarta-feira (13) a instauração de procedimento administrativo disciplinar contra o comandante da Companhia de Policiamento Turístico (Cptur), Jorge Cirilo Santos de Sobral. O militar é acusado de usar a corporação para fins particulares depois de ter emitido uma ordem de serviço autorizando um suposto policiamento do evento denominado “Enlace Matrimonial” no último sábado (9), para o casamento do tenente- coronel da PM, Reinaldo Jose Chaves Silva.
Através de uma nota de esclarecimento, o tenente- coronel da PM, diz ter recebido em plena lua de mel, a notícia de que um oficial da PM teria usado a corporação para fins particulares. "A cerimônia foi religiosa e como militar temos direito a atos que não ocorre na vida civil tais como teto de aço, escolta de motocicletas ... tais atos são presenciados em outros eventos também como enterros, o corpo de bombeiros quando desfila com atletas”, detalha.
Segundo a nota, o tenente-coronel argumenta que a maioria dos convidados que estavam no evento eram militares e, como toda cerimônia religiosa torna-se inapropriado militares armados no interior do salão. “Portanto as armas desses convidados ficaram em seus veículos, que ao lotar o estacionamento poderia haver a possiblidade de arrombamentos e furto das armas. Em momento algum a viatura da PM ou qualquer militar fez segurança para as pessoas ou entraram no salão ficando exclusivamente na via pública, já haviam sido contratados seguranças privados para o ato, que diga-se de passagem nem políciais eram, por que não seria eu que iria incentivar o bico”, justifica.
Já existe um inquérito instaurado para apurar o suposto ato de impropriedade administrativa praticado pelo Comandante Jorge Cirilo Santos de Sobral. As cópias da documentação já foram encaminhadas para que Promotoria Especializada determine a resolução do caso.













