Prédios públicos podem ser ameaça para sergipanos
Com a divulgação do 4º Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2015, no qual Aracaju apresentou índice de infestação da larva do mosquito de 2,3, considerado de médio risco ou alerta, cidadãos devem manter cuidados redobrados em habitações e pontos comerciais. Porém, em meio ao alto índice de casos relacionados à dengue, febre chikungunya e Zika, tipos de vírus transmitidos pelo Aedes, também devem ser redobrados os cuidados em prédios abandonados.
Comerciante há três anos na Praça Olímpio Campos, no Centro de Aracaju, José Ivo Carvalho considera a necessidade de manter o negócio, mas reconhece a ameaça de contaminação pelo mosquito, tendo em vista a água acumulada num monumento histórico no local e o abandono de um prédio situado entre as ruas Capela e Propriá.
“Um caminhão tira e repõe água do monumento, o que acredito ser uma forma de tratamento para evitar a infestação do mosquito. Já no prédio abandonado, onde não temos acesso, acredito que haja focos do Aedes. Nós, comerciantes, estamos sujeitos à contaminação pelo mosquito, mas temos que trabalhar”, declarou o microempresário.
Mais abandono
José Ivo é comerciante na Praça Olímpio Campos
Outro exemplo de abandono é o antigo prédio do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), localizado Av. Dr. Carlos Firpo, também no Centro da capital, onde comerciantes reclamam do acúmulo de água em períodos chuvosos e da grande infestação de mosquitos.
“A parte externa do prédio inutilizado possui uma rampa que serve de reservatório de água em dias de chuva. Os mosquitos logo de multiplicam e a Vigilância Sanitária não realiza nenhum serviço. Outro ponto onde já há grande infestação é o banheiro masculino do Terminal Rodoviário Luiz Garcia, onde os serviços de limpeza são precários”, denunciou o ambulante Ailton Cavalcante.
O comerciante Eduardo da Silva também fez reclamações. “A própria calçada do antigo prédio do INSS serve para acúmulo de água e nenhuma providência é tomada em função do surgimento crescente de casos de dengue”, afirmou.
Já um vigilante que atua no estabelecimento abandonado garantiu que profissionais do órgão realizam os devidos cuidados para conter a infestação do Aedes. “Temos uma piscina na lateral do prédio, mas a mesma se encontra vazia e quando chove, a água escoa para a rua, portanto, não há condições para o desenvolvimento de larvas”, garantiu.
Em busca de um parecer sobre os serviços de combate ao Aedes aegypti em locais abandonados, a equipe do Portal Infonet manteve contato com a Vigilância Sanitária e aguarda parecer da Coordenadoria do Programa da Dengue.













