Prefeitura de Riachuelo realiza I Conferência Municipal de Cultura

Na manhã desta segunda-feira, 30, a Prefeitura de Riachuelo fez a abertura do III Festival Municipal de Cultura com a Conferência "Riachuelo: Patrimônio e Cultura". Esta é a primeira vez que introduziram a conferência no evento, que teve o intuito de promover o debate sobre os patrimônios e manifestações culturais do município.
O auditório da Prefeitura recebeu palestrantes, secretários, professores e representantes culturais, interessados em aprofundar o conhecimento sobre a cultura da sua terra. A secretária de Cultura, Adriana Alves, explicou a ideia de complementar o festival com a conferência. "Nas edições anteriores do festival só havia manifestações culturais de grupos folclóricos. Achamos importante introduzir uma conferência para trazer um estudo mais detalhado da nossa cultura", disse a secretária.
"Esse momento é importante para o enriquecimento do que temos, a nossa cultura. Estamos aqui para incentivar e fortalecer a sua preservação, respeitando a tradição", afirmou o professor e especialista em Ensino para Igualdade nas relações Étnico-sociais, Enéas Gabriel Moreira, que também é assessor da Secretaria de Cultura do município, e palestrou sobre os folguedos folclóricos de Riachuelo. De todos os grupos folclóricos surgidos no século XX, apenas um permanece vivo, o Batalhão Coração do Amor. Após esse período, o único outro Batalhão existente em Riachuelo é o Batalhão Reviver, formado pela Secretaria de Assistência Social. O assessor também relatou alguns fatos sobre os personagens folclóricos riachuelenses e seus costumes.
A segunda palestrante foi a professora Verônica Nunes, doutoranda em Arqueologia, que falou sobre o patrimônio material de Riachuelo. "Patrimônio é a riqueza e sentido da identidade. É preservar hoje para a geração do futuro", explicou a professora. A importância de um patrimônio é convidar e emocionar o povo de determinando local, defendendo a continuidade ao reconhecimento de seus bens. O único patrimônio histórico de Riachuelo é a Igreja de Nossa Senhora da Conceição.
Em seguida, o palestrante foi o professor Fernando Aguiar, doutor em Educação, que discursou sobre a influência da cultura negra em Riachuelo. "A cultura afro brasileira é muito presente no município e representa uma cultura imaterial, que partiu de terreiros de candomblé", afirmou. A religião afrodescendente também é forte, inclusive construiu um celeiro de manifestações artísticas e culturais na cidade.
Encerrando o ciclo de palestras, o professor Marcos Vinicius Melo, especialista em Docência Universitária, explanando sobre a cultura sergipana em geral. Sua pesquisa gira em torno do projeto Café Cultural Nordestino, um trabalho que usa o café como ponto de partida para estudar aspectos da sociedade de Cultura, principalmente pelo aspecto comportamental. "Cada cultura reflete sua identidade. Sergipe passa por uma crise de identidade e pertencimento, é preciso haver uma agregação do que é nosso", indagou Marcos. Um dos caminhos para essa identificação da cultura é o auxílio das escolas na construção desse e reconhecimento.
A conferência surtiu efeitos didáticos e reflexivos para quem assistiu. A criação de um Conselho Municipal de Cultura será o próximo passo para a Secretaria de Cultura de Riachuelo, a fim de receber recursos para desenvolver novos projetos, dando apoio aos grupos e manifestações do município. O festival encerra na terça - feira (31) com muita música e dança dos grupos folclóricos riachuelenses, a partir das 15h, na Praça Coronel Antônio Franco.













