Refinaria que abastece Sergipe divulga novo aumento no preço dos combustíveis

A Acelen, empresa responsável pela Refinaria de Mataripe que abastece parte substancial da região Nordeste, incluindo Sergipe, informou que houve um novo reajuste da gasolina e diesel para as distribuidoras nessa quinta-feira, 19.
De acordo com o anúncio, o preço do Diesel S10 teve um aumento de 13,2%, o Diesel S500 subiu 13,5% e a gasolina teve reajuste de 13,1%.
Os últimos três reajustes anunciados pela refinaria disparam o valor dos combustíveis vendidos às distribuidoras, que ainda passam pelos postos de combustíveis e só então chegam ao consumidor final. Nesta quinta-feira, a gasolina já pode ser encontrada a R$ 6,99, em Aracaju.
Confira a tabela abaixo:
| Combustível | 10/03 | 12/03 | 19/03 |
| Diesel S10 | de R$ 3,28 para R$ 4,18 aumento de 27,5% | de R$ 4,18 para R$ 5,00 aumento de 19,5% | R$ 4,99 para R$ 5,65 aumento de 13,2% |
| Diesel S500 | de R$ 3,18 para R$ 4,08 aumento de 28,3% | de R$ 4,08 para R$ 4,90 aumento de 20,0% | R$ 4,89 para R$ 5,55 aumento de 13,5% |
| Gasolina | de R$ 2,53 para R$ 3,05 aumento de 20,4% | de R$ 3,05 para R$ 3,28 aumento de 7,4% | R$ 3,27 para R$ 3,70 aumento de 13,1% |
Fonte: Acelen
A empresa relatou que os preços “seguem critérios de mercado que levam em consideração variáveis como custo do petróleo, que é adquirido a preços internacionais; câmbio e frete, podendo variar para cima ou para baixo”.
Fiscalização
O Procon Sergipe solicitou junto à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) um levantamento das notas fiscais deste mês de março do mercado varejista de combustíveis em Sergipe.
De acordo com o órgão, o objetivo é verificar se os postos de combustíveis compraram das distribuidoras já com preços elevados. Após o recebimento dessas informações, o Procon Sergipe vai apurar se houve de fato aumento abusivo nos preços dos combustíveis.
O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Sergipe (Sindpese), que é a associação patronal dos donos de postos de combustíveis, divulgou que acompanha a escalada dos preços do barril de petróleo no mercado internacional.
O Sindpese reforçou que não realiza monitoramento nem controle sobre os preços praticados nas bombas dos postos de combustíveis. O órgão também declarou que os preços são livres em toda a cadeia e que o posto revendedor só pode comprar diretamente das distribuidoras. Assim, a partir do repasse, o revendedor tende a ajustar os preços nas bombas de acordo com a sua estrutura de custos e dos estoques disponíveis.
Fonte: G1SE













