Riachuelo: Palestra destaca combate à violência contra a mulher
A Prefeitura de Riachuelo, através da Secretaria Municipal de Assistência Social, promoveu nesta quinta-feira, (14), ação alusiva ao Dia da Mulher; uma tarde diferente para as mulheres riachuelenses, com palestra sobre Feminicídio e Violência Doméstica. A atividade foi realizada no Centro de Convivência (antigo cinema), que ficou lotado de beneficiárias dos programas e projetos sociais, como SCFV, Criança Feliz, grupo de zumba, entre outros. Ao final do evento, um sorteio de brindes contemplou algumas participantes.
O sargento Henrique, comandante do destacamento de Riachuelo e a delegada Clarissa Lobo passaram orientações importantes a respeito dos diversos tipos de violência doméstica, o que é Feminicídio, como identificar agressores e denunciá-los, além da importância de união e fortalecimento da rede de proteção. “Escutamos sempre o ditado popular: em briga de marido e mulher não se mete a culher. Isso não é verdade. Temos que nos envolver sim e denunciar. A união entre as mulheres é fundamental para reduzir os índices alarmantes registrados atualmente”, disse o sargento.
A delegada Clarissa Lobo destacou que a Lei Maria da Penha vem se fortalecendo sempre mais, porém é preciso que as mulheres denunciem os agressores. “É importante que as mulheres se olhem e se vejam como vítimas potenciais de violência e denunciem os agressores. Assim como é importante que todas entendam que os crimes não acontecem somente com a vizinha ou com alguma parente. Todas nós poderemos ser vítimas”, ressaltou a delegada.
A coordenadora do programa Criança Feliz, Rosemeire Bruno homenageou as mulheres e destacou a importância de cada uma na sociedade. “Ser mulher é entender que dentro de nós habita uma força inigualável, que nos foi tirada ao longo dos milênios para nos domesticar e sermos moldadas conforme nos impõem a cultura e a religião da sociedade patriarcal. É lutar contra o machismo, pela livre escolha e poder da mulher sob o seu corpo, por ser reconhecida pelos talentos, pelo fim da ditadura da beleza e da rivalidade entre mulheres, pela igualdade de gênero, pelo simples sair na rua sem ter medo de que seu espaço e seu corpo sejam invadidos. Ser mulher pra mim é lutar!”, frisou.
A coordenadora do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, Tácia Priscila Souza destacou a importância da mulher. “Este momento se faz importante, pois os indícios de violência contra a mulher e feminicidio têm aumentado consideravelmente em nosso País, como também no Estado. As mulheres precisam se sentir apoiadas pela rede de proteção e/ou atendimento. Muitas delas sofrem ameaças veladas e outras de forma clara, vivenciam relacionamentos abusivos, em que afetam psicologicamente de maneira negativa. As mulheres precisam se sentir amadas e respeitadas”, afirmou a coordenadora.











