SE é o Estado que mais desperdiça água
O “Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgotos” com base nos dados do Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento (SNIS) divulgado ontem, 16, apontou que Sergipe é o segundo Estado que mais desperdiça água no País. Ou seja, 60,2% da água que produz para abastecer os cerca de 2,2 milhões de sergipanos vai pelo ralo. O índice é maior 0,9% em comparação com o relatório divulgado no ano passado. O Estado do Amapá lidera o ranking.
Segundo o relatório, o Brasil registrou em 2014, ano de referência da pesquisa, um índice de 36,7% de perda de água. Os dados do SNIS apontaram ainda que o sergipano é um dos que mais consomem água no País. De acordo com os números, em 2014 a média diária de consumo foi de 120,7 litros de água por habitante. Nos últimos três anos, a média por dia foi 112,7% de litros por sergipano. O consumo em Sergipe supera Estados como a Bahia, que registrou um consumo diário de 113,5 de litros por habitante em 2014.
Aracaju apareceu no diagnóstico como a sexta que mais desperdiça água entre as capitais brasileiras, com uma perda de 57,9% de água produzida. As capitais localizadas na região Norte lideraram os índices do SNIS.
O relatório indicou que Sergipe está entre os 18 Estados com o índice médio de acima de 90% no que se refere ao atendimento urbano por rede de água. O estudo revelou que Sergipe tem um índice médio de atendimento urbano com rede coletora de esgotos entre os piores do País apesar do avanço. Sergipe integra o grupo de nove Estados que estão na faixa entre 20% e 40% de atendimento de rede de esgoto, junto com Roraima, Rio Grande do Sul, Ceará, Alagoas, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Pernambuco e Tocantins.
Por fim, o relatório destacou ainda que Sergipe tem perda quando se compara a tarifa média de R$ 3,29 – na época da pesquisa – com a despesa total do serviço, que era de R$ 3,67. “Como mostram os dados do SNIS em 2014, há 12 Estados com a despesa total por metro cúbico maior que a tarifa média, resultado negativo que sugere a existência de déficit na prestação dos serviços. Em 2013, havia 14 Estados nesta situação. Na análise por região, verifica-se que no Norte apenas os Estados do Acre, Amazonas e Tocantins obtêm resultado positivo, ou seja, a tarifa média é maior que a despesa média. No Nordeste, os Estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Alagoas e Sergipe têm resultado negativo”, diz um trecho do relatório.













