Sergipe precisaria vacinar 1 milhão de pessoas para induzir imunidade coletiva, diz estudo da UFS
Um estudo da Universidade Federal de Sergipe (UFS) revelou que para que o estado atinja uma imunidade coletiva, também conhecida como de grupo ou de rebanho, seria necessário vacinar de 1,1 a 1,7 milhão de pessoas em Sergipe. Os dados foram publicados no último domingo, 24.
O estudo considerou três parâmetros para estimar o nível crítico de imunização: a eficácia das vacinas; a taxa de reprodução básica do vírus; e a população a partir de 18 anos estimada para o ano de 2021 em 1.711.674 habitantes; segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que foi categorizada em dois grupos etários: 18 – 64 anos, e a partir de 65 anos, que somam 1.526.094 e 185.580 pessoas, respectivamente.
As duas vacinas analisadas foram a CoronaVac (Sinovac Life Science/Instituto Butantan) e a Covishield (AstraZeneca/University of Oxford/Fiocruz) que apresentaram eficácia de 50,4% e 62,1%.
Com base na eficácia de 50,4% da vacina CoronaVac e levando em consideração uma variação na taxa de reprodução básica do SARS-CoV-2 entre 1,5 e 2,0, será necessário imunizar de 1,1 a 1,7 milhão de pessoas em Sergipe, sendo de 1 a 1,5 milhão na faixa etária de 18 a 64 anos e de 122 mil a 184 mil pessoas com idade igual ou superior a 65 anos.
Com eficácia da Covishield de 62,1% e tendo como parâmetro a mesma variação na taxa de reprodução do vírus, a população mínima estimada a ser imunizada será de 900 mil a 1,4 milhão de pessoas no estado, sendo de 800 mil a 1,2 milhão entre 18 e 64 anos e de 100 mil a 150 mil entre aqueles com pelo menos 65 anos de idade.
Segundo o professor e líder do Departamento de Educação em Saúde e coordenador do Laboratório de Patologia Investigativa da UFS, Paulo Ricardo Martins Filho, a desaceleração da propagação do novo coronavírus ocorrerá ao atingirmos o limiar de imunidade de rebanho.
“Isso acontece quando um número suficiente de pessoas desenvolve imunidade, mas a sua transmissão continua em um menor ritmo até, eventualmente, cessar-se por completo. É como um carro que não para quando você tira o pé do acelerador. Assim, a vacinação em massa diminuirá a transmissão do vírus na comunidade, o número de casos de Covid-19, e de tal modo a quantidade de pessoas que precisam de hospitalização em decorrência da doença. Em consequência, o número de mortes também deverá ser reduzido substancialmente", explicou.
Fonte: G1SE









