Trabalhadores rurais e da Deso fazem ato em Glória

22/11/2016 às
Resumo: Em protesto contra a situação no sertão e as condições de trabalho na Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), trabalhadores ocuparam a unidade da Deso na cidade de Nossa Senhora da Glória

No último dia 16 de novembro, a Frente Brasil Popular do Sertão e o Colegiado do Território da Cidadania reuniram os trabalhadores rurais e saíram em marcha pelas ruas de Glória, entregaram a pauta de reivindicações nas unidades do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e, por fim, ocuparam a unidade da Deso.

“O movimento ocupou a Deso para pressionar o Governo de Sergipe a resolver a questão do abastecimento da água, uma das questões que mais aflige o trabalhador rural, e receber o movimento”, disse Itanamara Guedes, secretária de Políticas Sociais da Central Única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT-SE) e presidente da Federação dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Sergipe (FETAM).

Na unidade, os trabalhadores rurais se somaram aos trabalhadores da Deso, que vem mobilizados contra as condições precárias de trabalho e privatização da companhia e em negociação trabalhista com a direção.

A ocupação durou até a sexta, dia 18, quando o secretário de Estado da Agricultura, Esmeraldo Leal, esteve em Glória, recebeu a pauta de reivindicações dos trabalhadores rurais e se comprometeu a dialogar com o governador Jackson Barreto e marcar uma audiência com as lideranças dos movimentos ainda esta semana.

No sábado, dia 19, os trabalhadores da Deso se reuniram em assembleia geral na sede do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Sergipe (Sindisan), em Aracaju.

Eles discutiram a contraproposta apresentada pela Deso e ponderaram que, diante do cenário de crise e do pacote de maldades do Governo Temer,o melhor era aceitar o que foi apresentado: reposição salarial pelo INPC (8,5%), incidindo sobre todas as cláusulas econômicas, e cartão-alimentação de R$ 900. A proposta foi aprovada por unanimidade.

Segundo Iara Nascimento, diretora de Administração Financeira do Sindisan e secretária de Meio Ambiente da CUT-SE, o risco de privatização é iminente. “É preciso que a categoria esteja ainda mais atenta e atuante contra a privatização e pela defesa da água como um direito humano”, disse. A categoria decidiu na assembleia que a diretoria do Sindisan irá avaliar financeiramente e retomar uma campanha de comunicação e marketing para alertar a população para a defesa da Deso como patrimônio público dos sergipanos.

 

Por Elisângela Valença