Vítimas de sequestro em restaurante na Atalaia são ouvidas na Justiça
Cinco das oito vítimas que foram feitas reféns em um restaurante de comida japonesa no bairro Atalaia, zona sul da capital, em dezembro do ano passado, foram ouvidas em audiência na manhã desta terça-feira (05) pela juíza Jumara Porto, da 9ª Vara Criminal de Aracaju. Os dois acusados Dorgeval Luciano dos Santos, o "Compadre", 47 anos, e Cleverton Luciano da Luz Santos, 27, compareceram ao Fórum Gumercindo Bessa, mas não foram ouvidos. Está agendada uma nova audiência no próximo dia 10 de junho.
Foram ouvidos funcionários do restaurante que ficaram por cerca de cinco horas sob ameaças dos dois suspeitos, além do proprietário do estabelecimento e os dois cozinheiros que acabaram escapando antes da dupla render as vítimas.
Durante a audiência, o Ministério Público solicitou a ouvida de outras três vítimas, que ainda não foram intimadas a prestarem depoimento na Justiça. Um outro funcionário que ficou como refém se mudou para Salvador (BA), com isso a Promotoria de Justiça desistiu da ouvida dele.
Ainda na audiência, o Ministério Público desistiu do testemunho de uma funcionária, já que segundo informações de familiares, a mesma se encontra abalada sem condições de prestar depoimento, já que foi vítima de três assaltos.
O crime
Na tarde do dia 20 de dezembro do ano passado, Dorgeval e Luciano – tio e sobrinho – mantiveram por cerca de cinco horas, oito pessoas como reféns, após um assalto frustrado. De acordo com a Polícia Militar, os dois acusados chegaram ao local como clientes. Ao serem avisados que o restaurante estava fechando, eles anunciaram o assalto.
Dois funcionários conseguiram escapar e avisaram ao dono do restaurante, que comunicou a Polícia Militar. Policiais da Companhia de Policiamento de Turismo (CPTur) ao chegarem no local foram surpreendidos pela dupla que teria efetuado disparos. Acuados, Dorgeval e Luciano se refugiaram no restaurante e mantiveram funcionários como reféns. Eles se entregaram após negociação com a Polícia.
Dorgeval foi condenado a 21 anos de prisão por ter participado do assassinato do deputado estadual Joaldo Barbosa, em janeiro de 2003. Cleverton era foragido da Penitenciária Estadual de Areia Branca (Peab) desde dezembro de 2012.











