Henri Clay denuncia pacote do veneno

09/06/2022 às 17:19:36

Em artigo divulgado nesta quinta-feira, 9, o pré-candidato ao Senado, pelo Estado de Sergipe, Henri Clay (Psol), teceu duras críticas à flexibilização de agrotóxicos no país. Ele alerta que, em três anos, o Governo Bolsonaro bateu o recorde histórico de liberação de novos defensivos agrícolas, com mais de 1,5 mil registros de produtos.

O pré-candidato considera que o Brasil está enfrentando uma política de morte, na qual o desenvolvimento e a liberação desenfreada de agrotóxicos não levam em consideração a vida humana, o meio ambiente e a sustentabilidade. Para Henri Clay, o assunto se torna mais alarmante com a aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 6299/2002.

Conhecido como “PL do Veneno”, o Projeto de Lei nº 6299 já foi aprovado na Câmara dos Deputados e agora aguarda a apreciação do Senado. O PL prevê a legalização da produção de agrotóxicos genéricos no Brasil e também flexibiliza os critérios de controle e de autorização das substâncias químicas em todo o país.

“O tema é alarmante porque nós, brasileiros, já consumimos 20% de todos os venenos agrícolas do planeta. Durante o governo Bolsonaro, entre os agrotóxicos liberados no país estão produtos que foram banidos em outras nações, como Fipronil, banido na França; Clorotalonil, proibido na União Europeia e Estados Unidos; etc”, diz Henri Clay.

O pré-candidato defende a necessidade de implementação de políticas de incentivo à agroecologia, à agricultura familiar e aos produtores rurais. “O Governo deve priorizar a vida e a luta contra a perda de biodiversidade e a mudança climática. Os agricultores devem ser ajudados a enfrentar adversidades com sustentabilidade; não com veneno”.

Na avaliação de Henri Clay, o PL do Veneno busca abrir portas para uma flexibilização perigosa de agrotóxicos no Brasil, inclusive de substâncias carcinogênicas. “Isso viola os direitos fundamentais da pessoa humana, como o direito à vida, à saúde, ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e à alimentação saudável”, argumenta.

O pré-candidato se coloca veemente em defesa da agricultura. “Sou absolutamente a favor da agricultura, mas sou radicalmente contra o tóxico. Defendo a agroecologia, a agricultura familiar e os produtores rurais. Nasci no interior e sei bem da fundamental importância social e econômica do agro, afinal é o campo que alimenta a cidade”.

Sobre o tema, Henri Clay chama atenção para a vocação agrícola que Sergipe possui, mas afirma que ainda é preciso implementar incentivos, como financiamento, carência, seguro e assistência técnica e abastecimento de água. “Além desses fatores, nosso estado tem uma enorme carência de técnicos e isso atrasa os cadastros e as declarações de aptidão, inviabilizando o escoamento da produção”, considera.

 

Fonte: ASCOM