NÃO APRENDEU A LIÇÃO

21/05/2015 às

O diálogo é um dos principais instrumentos de trabalho dos professores. É através das palavras que educadores transmitem os diversos ensinamentos para crianças e jovens, e os orientam sobre os mais variados assuntos. No entanto, este mesmo diálogo que aproxima professores e alunos diariamente, não está sendo exercitado no sindicato que rege a classe, o Sintese. Prova disso é o que está acontecendo no município de Neópolis. Disposta a abrir um diálogo com a categoria, a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Educação, Desporto e Lazer, agendou uma audiência com representantes da entidade.

Um ofício foi enviado por e-mail no último dia 19 de maio, convocando a Comissão de Negociação do Sindicato para um encontro na próxima segunda-feira (25). No mesmo dia, o Sintese, através do coordenador do Departamento de Bases Municipais, Adson Rocha, confirmou o recebimento da mensagem e agendou a audiência. No entanto, como se nada tivesse acontecido, nessa quarta-feira, dia 20 de maio, a entidade colocou um carro de som propagando a mensagem de que a Prefeitura não estaria aberta ao diálogo com os professores.

Resultado? Deflagrou uma greve por tempo indeterminado, prejudicando centenas de alunos que dependem deles para ter a chance de um futuro melhor. Para a Prefeitura, que divulgou uma nota de repúdio, o sindicato quer tentar manobrar a opinião pública contra a gestão. E, de fato, é o que parece acontecer. Como é possível acusar a administração de falta de diálogo um dia depois de aceitar participar de uma audiência cujo o objetivo era dialogar? Como será possível dar andamento a qualquer negociação se os próprios professores demonstram tamanha repulsa?

A administração de Neópolis lamentou a atitude e apelou ao bom senso dos professores, pedindo que eles continuem em sala de aula para não prejudicar os estudantes. A prefeitura lembrou também a crise econômica que atinge o país tem afetado duramente as finanças públicas, em especial municípios como Neópolis, que não possuem arrecadação própria e dependem quase que exclusivamente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).  Apesar dessa atitude do Sintese, a audiência do próximo dia 25 de maio está mantida, pois a administração acredita que qualquer solução só pode ser alcançada através do diálogo – àquele propagado em sala de aula, e não este adotado pelo sindicato.


PAVIMENTAÇÃO NO MUTIRÃO

Na manhã desta quarta-feira, 20, o prefeito de Rosário do Catete realizou a assinatura do contrato com a empresa Torre Empreendimentos Rural e Construção Ltda. para execução das obras de pavimentação asfáltica de Ruas do Conjunto Mutirão. O valor do investimento é de R$ 697.788,69 e a obra tem um prazo de seis meses a partir da assinatura da ordem de serviço. O projeto de obras que envolvem o Mutirão em Rosário do Catete transformará o bairro trazendo mais dignidade e qualidade de vida para a população.