Perícia descarta envenenamento por metanol e aponta overdose como causa da morte de paciente internado no Huse

23/01/2026 às 12:02:05
Foto: SSP

A Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP), por meio das Polícias Civil e Científica, divulgou nesta sexta-feira, 23, os esclarecimentos técnicos sobre a morte de um homem que estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgências de Sergipe (HUSE) desde o último dia 19, inicialmente sob suspeita de envenenamento por metanol. Após investigação policial e exames periciais, a hipótese foi descartada, sendo confirmada como causa do óbito uma overdose.

Segundo a delegada Mariana Amorim, da 5ª Delegacia Metropolitana, o homem deu entrada inicialmente no Hospital Regional José Franco, na segunda-feira, apresentando quadro clínico grave, associado à ingestão de substâncias e consumo excessivo de bebida alcoólica. “A Secretaria de Estado da Saúde notificou a Secretaria de Segurança Pública diante da suspeita inicial de ingestão de substância tóxica. A partir disso, a Polícia Civil foi acionada e imediatamente iniciou os levantamentos preliminares”, explicou.

Com a comunicação oficial, a Polícia Civil instaurou os procedimentos investigativos e acionou a Polícia Científica, que deslocou equipe técnica ao hospital para a coleta de amostras e análise pericial. O objetivo era identificar a substância envolvida e verificar a existência de elementos que pudessem caracterizar intoxicação por metanol ou outro agente químico.

De acordo com o diretor-geral da Polícia Científica, Victor Barros, os exames laboratoriais foram concluídos em tempo célere. “Em menos de 24 horas, obtivemos os resultados. Não foi identificado metanol nas amostras analisadas. Foram realizadas pesquisas para álcool, cocaína, outras drogas e medicamentos. O que se constatou foi uma elevada concentração de álcool etílico na urina, além da presença de cocaína e coquetileno”, detalhou.

Com a conclusão das análises, os peritos constataram que os sinais clínicos apresentados eram compatíveis com um quadro de overdose, condição que pode, em um primeiro momento, simular intoxicação por metanol. Diante das evidências técnicas, a investigação foi encerrada com o descarte definitivo da hipótese inicial.

Durante a apuração, também foi verificado que o homem já possuía histórico de atendimentos hospitalares relacionados ao uso excessivo de álcool e drogas. Além disso, não foram encontrados registros de antecedentes criminais em seu nome.

 

Fonte: SSP