Prefeitura de São Cristóvão divulga nota de esclarecimento sobre famílias alojadas em escola
Mantendo seu compromisso social com a população do município de São Cristóvão a Prefeitura vem a público esclarecer as acusações veiculadas através de uma rede social quanto a situação das famílias alojadas em uma escola da rede municipal de ensino. Em virtude das fortes chuvas, ocorridas no último dia 27 de maio, as 12 famílias residentes na invasão denominada Refúgio dos Idosos, localizada às margens do Rio Poxim, nas proximidades da Universidade Federal de Sergipe (UFS) ficaram desalojadas. Ao todo 14 adultos e 10 crianças e adolescentes, foram atendidos pela Defesa Civil Municipal junto às equipes da Secretaria do Desenvolvimento Social e do Trabalho (SEDEST), e receberam toda assistência necessária.
As famílias foram removidas para um abrigo temporário, situado na Escola Municipal Francisco Costa Batista, no Bairro Rosa Elze, numa tentativa de garantir a segurança e a acomodação de todos. De pronto foram concedidas doações de 10 cestas básicas, 20 colchões, um botijão de gás, lençóis e cobertores, roupas, sapatos e fraldas descartáveis, além de visitas das equipes da Sedest para orientá-los sobre como dar entrada no Benefício Eventual para requerimento de Aluguel Social, a fim de prover o amparo aos que não possuem condições para se estruturarem em outro local de forma imediata. “Para ter acesso ao programa é necessário preencher os requisitos de admissibilidade, tal como foi previamente informado a todos os moradores acerca dos serviços, programas e projetos socioassistenciais disponibilizados pela Sedest, conforme a Lei Municipal n° 230/2015”, lembra a Secretária do Desenvolvimento Social e do Trabalho, Madalena de Goes.
Na oportunidade a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) também foi acionada, através de suas equipes de saúde da família, para ir ao local prestar atendimento médico e fornecer medicamentos àqueles que necessitavam. Hoje, dois meses depois do ocorrido, a situação de alguns desses abrigados continua indefinida, por falta de acordo e cooperação dessas famílias com o trabalho da prefeitura. “Em nenhum momento a gestão municipal ou suas secretarias foram omissas em relação a esses cidadãos. Hoje essas famílias só continuam ocupando a escola porque elas tem se negado a serem atendidas através do Benefício Eventual de Aluguel Social. Essa problemática está ocasionando a impossibilidade de continuar as atividades escolares na unidade de ensino”, relata Madalena.
Atualmente cinco famílias insistem em continuar residindo na localidade e se negam a retornar aos seus domicílios ou a procurar residências para a disponibilização do Beneficio Eventual de Aluguel. “Todas elas continuam sendo acompanhadas pelo Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) Gilson Prado Barreto. Já nos reunimos várias vezes com essas famílias, numa tentativa de sensibilizá-las a sair do local, pois nosso objetivo é não prejudicar as famílias adjacentes, que tem filhos estudando na escola, inclusive as próprias alojadas. Nunca nos negamos a ajudá-las, mas sem um acordo é impossível dar andamento aos trabalhos”, garante a secretária.











