Problemas estruturais do Ceasa são alvo de fiscalização de órgãos fiscalizadores

20/05/2015 às

 Exatamente 1 ano após pedido de adequação estrutural na Central de Abastecimento (Ceasa), representantes do Ministério Público, Vigilância Sanitária e Defesa Civil voltaram ao local para conferir de perto se às mudanças foram feitas. O cenário encontrado, embora com pequenas melhorias, continua a preocupar os órgãos fiscalizadores. Uma das principais dificuldades encontradas pelos inspetores nesse período está no impasse entre a empresa responsável pelo espaço e associação de comerciantes que atuam no local.

 

Na Ceasa circulam, em média, 1500 pessoas diariamente – que incluem comerciantes e consumidores. Fator este que desperta uma atenção especial em assuntos ligados à saúde pública.

 

À frente das ações fiscalizadoras, a promotora pública Euza Missano, do Ministério Público Estadual (MPE) descartou a ideia da instauração de um inquérito, pois já existe um. “Estamos aqui para verificar questões referentes à salubridade do local. Aqui não existe apenas feirantes, mas estabelecimentos comerciais em geral e isso precisa se adequar aos padrões exigidos pela Vigilância Sanitária. Algumas adequações já foram feitas pelos próprios comerciantes, mas, ainda assim, é necessário se observar se essas seguem à determinação do órgão fiscalizador”, explica.

 

 Por desenvolver trabalhos voltados a medidas protetivas à saúde pública, a Vigilância Sanitária afirma que o lugar não tem limpeza e higienização adequada há muito tempo e, por isso, têm pressa em regularizar os embaraços presentes. “A última vez que a Ceasa foi lavado completamente foi há 20 anos. Os banheiros são precários, as bancas dos feirantes, apesar de terem sido reestruturadas pelos próprios vendedores, ainda não são adequadas, carnes e derivados se mantêm expostos, com pouca refrigeração e isso é extremamente prejudicial às pessoas que comercializam e, também, aos consumidores. Nossa missão, hoje, é verificar cada detalhe e, posteriormente, buscar judicialmente uma medida resolutória mais eficaz”, acrescenta o coordenador da Vigilância Sanitária, Ávio Brito.

 

Comerciantes consideram a iniciativa de extrema importância. “Todo mundo precisa se adequar e ter consciência de que isso aqui é benefício para todos”, conta o açougueiro José Valter.

 

A  Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (COHIDRO), órgão responsável pela Ceasa, enviou representantes à vistoria, mas, até o momento, não emitiu nenhuma informação sobre as denúncias impetradas pelos órgãos fiscalizadores.