Professores solicitam auxílio do MPF em ato simbólico

08/06/2015 às
Foto: Jonatan Santana/Portal A8SE

Em ato de protesto, os professores estaduais, que estão em greve desde o dia 18 de maio, entregaram as 15 algemas que fizeram parte de um manifesto no Palácio dos Despachos entre os dias 27 de maio e 03 de junho deste ano. Na época, os grevistas montaram acampamento na recepção do edifício, na esperança de um posicionamento do governador Jackson Barreto (PMDB). A atitude, de acordo com o Sintase, faz menção ao grande desejo da classe: colocar atrás das grades todos os corruptos do estado.

Com a ausência de resposta do governo estadual, os professores optaram por solicitar ao Ministério Público Federal (MPF), uma ação mais concreta, com o objetivo de regredir os problemas decorrentes de crimes políticos que afetam diretamente a educação sergipana. “Nosso ato é simbólico porque entendemos que as algemas devem ser usadas nesses criminosos que sugam a nossa gente e nada fazem em prol da educação. Entregamos ao MPF nossas reivindicações e esperamos que, agora, uma investigação mais intensa seja feita e, com isso, os grandes nomes da corrupção sejam devidamente punidos”, afirma a presente do Sintese, Ângela Melo.

O procurador federal Heitor Soares recebeu os representantes dos professores e, em coletiva, garantiu que o MPF irá dar a devida importância e agilidade à temática. “Entendemos que uma atitude precisa ser tomada aqui no Estado, principalmente após as denúncias de desvio de verbas que seriam destinadas à merenda escolar e outros projetos da educação. Agora, precisamos elencar todas as informações necessárias que nos certifique sobre as acusações e, depois disso, daremos os encaminhamentos ao judiciário”, explica.

Ângela revela que a greve dos professores segue por tempo indeterminado e, segundo ela, só terá fim quando as reivindicações forem atendidas. “O governo precisa entender a importância que a educação tem para o estado. Não estamos exigindo nada além do que nos é garantido por lei. O piso precisa ser reajustado em 13,01% e, se não for dado, não finalizaremos a greve”, conta.