Reforma do abrigo de Carmópolis é vistoriada e bem avaliada pelo MPE

20/02/2018 às
Nesta última segunda-feira (19), a equipe do Abrigo Estadual Regional de Carmópolis, unidade de acolhimento institucional da Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social (Seidh), recebeu a promotora de Justiça, Aldeleine Barbosa, junto com uma equipe multidisciplinar do Ministério Público Estadual (MPE), para conhecer os resultados dos serviços realizados durante a reforma do local.
 
 
De acordo com a arquiteta da Seidh, Isadora Torres, entre os serviços, foram feitas a revisão do telhado, revisão nas instalações elétrica e hidráulica; pintura interna e externa; manutenção nos banheiros, como troca de assentos e torneiras; instalação de corrimão nas rampas de acessibilidade; troca de lâmpadas; entre outros. “Também colocamos uma cobertura no jardim de inverno de um dos quartos, sem impedir a ventilação e mantendo a iluminação natural”, pontuou a arquiteta.
 
 
A promotora de Justiça Aldeleine Barbosa conta que já vem acompanhando o abrigo desde a sua inauguração. “A gente está num processo e as mudanças estão sendo discutidas judicialmente. Essa é uma visita multidisciplinar, com presença de psicólogo, arquiteto, assistente social e pedagogo, que culminará na produção de um relatório. A gente vem tentando estruturar melhor o abrigo e percebemos uma evolução, resultado de um trabalho de mais de dois anos”, pontuou a Dra. Aldeleine.
 
 
Aldeleine Barbosa aponta como positivo o fato do abrigo funcionar em prédio próprio, cedido pelo município ao estado, com boas instalações. “Ainda temos algumas pendências em relação à questão de pessoal e coisas simples de acessibilidade mas, no geral, estamos avançando. O abrigo tem instalações amplas, que podem comportar com certo conforto não só os acolhidos, mas também a equipe técnica. A coordenadora atual tem vasto conhecimento e tem sensibilidade. Ela vem conseguindo organizar bem a parte documental também”, avaliou a promotora de Carmópolis.
 
 
A unidade hoje abriga cinco crianças e adolescentes afastadas do convívio familiar por medida protetiva. Entretanto, o número de abrigados e o tempo em que permanecem na unidade variam, a depender dos casos encaminhados pela Justiça. De acordo com a psicóloga e coordenadora do abrigo, Roberta Doria Bueno, os casos de outras sete crianças e adolescentes anteriormente abrigados foram recentemente solucionados pela equipe.
 
 
“ Sempre realizamos um trabalho minucioso de avaliação das situações familiares, caso a caso. Afinal, o retorno deles para o lar depende de existirem condições para que estejam resguardados de situações de violência. Quando não é possível, buscamos outros familiares e, em último caso, vem a necessidade de destituição do poder familiar e eles podem ser encaminhados para famílias substitutas (adoção). Tivemos dois casos recentes assim, outros dois foram encaminhados para família extensa (tios, avós); e mais três retornaram para a família de origem”, detalhou a coordenadora Roberta Doria.
 
 
 
Cronograma de reformas
 
Segundo o secretário da Inclusão Social, Zezinho Sobral, desde 2017, a Seidh vem cumprindo um cronograma de reformas, buscando promover melhorias nas suas estruturas, para uso da comunidade. “Começamos pelos Abrigos de Carmópolis e Frei Paulo, e pelo Restaurante Popular Padre Pedro. Agora estamos reformando o Espaço Cuidar do Bugio e, em seguida, vamos para o Centro de Arte e Cultura J. Inácio. A Seidh também está preparando um espaço destinado ao funcionamento de uma Casa Abrigo Estadual para acolher mulheres vítimas de violência, em risco iminente de morte, até a resolução das situações nas quais estão inseridas. A previsão é que ela seja entregue até o Dia da Mulher, em março próximo”, revelou o gestor.