Saúde Municipal de Itaporanga continua em alerta pelo Aedes Aegypti
Nos últimos meses, o mosquito Aedes Aegypti, transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika, tem deixado a população brasileira em alerta, principalmente no Nordeste. Apesar de possuírem sintomas parecidos, com gravidade maior ou menor, o vírus Zika preocupa por estar relacionado a um surto de microcefalia em bebês. A Secretaria de Saúde de Itaporanga D’ajuda está em alerta sobre os casos e o monitoramento segue com intensidade no dia a dia.
Com grande área territorial, o cuidado em Itaporanga deve ser redobrado. A Secretária de Saúde no município, Elisônia Lisboa, afirma que a equipe está fazendo todo o possível para conscientizar a população sobre as doenças e como combatê-las. É intenso o apoio dos agentes de endemias - 14 do município e 10 da Funasa - que tiveram as férias suspensas para trabalhar no combate. Também houve o apoio da coordenadora de vigilância em Saúde, Rita Castro. O carro fumacê esteve no município no mês de outubro e palestras educativas estão sendo realizadas nas escolas dos povoados, assim como inspeções e tratamentos nas residências municipais.
Sobre os dados de infecção do Aedes Aegypti, o município está classificado como baixo risco de infestação (LIRA), há 34 casos confirmados de Dengue, um caso de Chikungunya e quatro casos de microcefalia, sob investigação do Ministério da Saúde, que podem estar relacionados ao vírus Zika. De acordo com o Informe Epidemiológico número sete do Ministério da Saúde, até o dia 02 de janeiro deste ano foram notificados 146 casos de microcefalia em todo o estado de Sergipe, que continua em situação de emergência.
Entendendo um pouco mais, os sintomas da Zika são semelhantes aos da Dengue, porém é mais fraco. A doença é transmitida pelo mesmo mosquito da Dengue, e os sintomas normalmente surgem de três a seis dias após a picada, que incluem febre, dor nas articulações e músculos, conjuntivite, manchas vermelhas na pele, dor de cabeça, dor nas costas e manifestações digestivas.
Apesar de os sintomas serem mais leves e desaparecerem no período de três a sete dias, podem causar a microcefalia, uma malformação congênita em que o bebê nasce com o crânio do tamanho menor do que o normal - perímetro da cabeça inferior a 32 cm. Os cuidados devem ser intensos no primeiro trimestre da gravidez. O Ministério da Saúde confirmou a relação entre a Zika e a microcefalia na região Nordeste após a análise de amostras de sangue e tecidos de bebê nascido no Ceará, que acabou falecendo.
A Secretaria Municipal de Saúde ressalta que, apesar do surto e da alerta indicar um maior cuidado com o vírus Zika, todas as três doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti são preocupantes. Na epidemia de 2008, houve cinco óbitos por dengue hemorrágica em Itaporanga. A Dengue ainda mata bastante, portanto o cuidado com as três doenças precisa ser constante.
Caminhada da conscientização
Na manhã de 05 de dezembro de 2015, a Prefeitura de Itaporanga realizou a caminhada contra o Aedes Aegypti, por meio da Secretaria Municipal de Saúde. Centenas de pessoas participaram da caminhada, que saiu da Escola Municipal Antônio José dos Santos, no Conjunto Mutirão, seguindo até a Igreja da Matriz. Servidores da Secretaria de Saúde distribuíram folhetos informativos sobre a importância da prevenção, por meio de ações que amenizem as consequências causadas pelo mosquito Aedes Aegypt.
Cuidados e prevenção
Assim como a Dengue, não existe tratamento específico para a Zika. O tratamento dos casos sintomáticos é baseado no uso de paracetamol ou dipirona, que controla a febre e manejo da dor. Apenas no caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados. No entanto, é desaconselhável o uso ou indicação de ácido acetilsalicílico e outros drogas anti-inflamatórias, em função do risco aumentado de complicações hemorrágicas.
Produtos repelentes de uso tópico podem ser utilizados por gestantes, desde que estejam devidamente registrados na Anvisa e que sejam seguidas as instruções de uso descritas no rótulo. Estudos indicam que o uso de repelentes a base de n-n-Dietil-meta-toluamida (DEET) por gestantes é seguro.
Em casa, é essencial evitar o acúmulo de água parada para prevenir a reprodução do mosquito, já que ele precisa de água para colocar seus ovos e produzir as larvas. Colocar terra nos pratos que ficam embaixo dos vasos de planta mantém a umidade para a planta e evitará a sua reprodução. O lixo de casa também pode acumular água e favorecer o crescimento do Aedes Aegypti. Dessa forma, é necessário evitar o acúmulo de material de construção, pneus ou outros objetos, fechar bem os sacos plásticos e colocar o lixo na rua apenas nos dias de coleta pelo caminhão do lixo, pois eles também podem acumular água e abrigar as larvas do mosquito.











