Sergipe está em nível de alerta para casos graves de doenças respiratórias

Sergipe está entre os estados brasileiros que apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em níveis de alerta, risco ou alto risco, segundo o novo boletim InfoGripe. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira, 5, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e também aponta aumento de casos graves provocados pelo metapneumovírus no estado.
A análise considera os dados da Semana Epidemiológica 43, referente ao período de 25 a 31 de outubro. Além de Sergipe, outros estados nordestinos, como Bahia, Alagoas, Pernambuco e Paraíba, apresentam crescimento de casos de SRAG associados ao metapneumovírus.
Outro dado que chama a atenção é a situação de Aracaju, que aparece entre as duas capitais brasileiras com níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG nas últimas duas semanas analisadas e tendência de crescimento de casos nas últimas seis semanas. A outra capital é João Pessoa, na Paraíba.
Apesar do cenário de alerta, Sergipe não apresenta sinal de crescimento na tendência de longo prazo da incidência de SRAG. A mesma situação foi identificada em Roraima e Santa Catarina.
Brasil
Em âmbito nacional, o boletim aponta que as crianças de até dois anos são as mais afetadas pela SRAG. Os casos estão associados principalmente ao rinovírus, vírus sincicial respiratório (VSR) e metapneumovírus. O rinovírus também aparece como principal causa de mortalidade entre as crianças pequenas.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, o rinovírus representou 50,1% dos resultados positivos para vírus respiratórios no país. Já o Sars-CoV-2, causador da Covid-19, correspondeu a 8,5%. Entre os óbitos com identificação viral, o rinovírus respondeu por 43% dos resultados positivos, enquanto a Covid-19 representou 24,1%.
No Brasil, já foram notificados 171.369 casos de SRAG em 2026. Desse total, 91.420 tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório.
A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, reforça que a vacinação continua sendo a principal forma de evitar a doença. “A principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos por Covid-19 é a vacinação, por isso é essencial que as pessoas dos grupos prioritários estejam em dia com a vacina contra o vírus”, alerta.
O levantamento reforça a necessidade de atenção aos sintomas respiratórios, especialmente entre crianças pequenas e idosos, grupos mais vulneráveis às complicações dessas infecções.
Fonte: Portal Infonet













