Sobe 11,45% número de "nomes sujos" em Aracaju

14/01/2016 às
Foto: Jadilson Simões

O ano de 2016 ainda não tem uma lista de novos inadimplentes, mas em 2015 a cidade de Aracaju finalizou os 365 dias com 11,45% da sua população na lista negra do comércio e somou 19,27% no acumulado de entrada e saída dos nomes. Entre as principais causas estão a crise financeira do País e a alta consequente do desemprego por isso.

 

Todo cuidado é pouco na hora de comprar no comércio, por conta do descontrole de consumo ou de um valor que depois não poderá ser pago. A necessidade fala mais alto na hora da compra, mas a consequência é o nome sujo na praça e à espera para poder consumir de novo com tranquilidade.

 

Se comparando 2014 a 2015, 11,45% das pessoas continuam com o nome pendente no comércio da capital. Além disso, em um balanço de entrada e saída da lista o número de 19,27% foi registrado. Nesses primeiros dias de janeiro nenhum nome foi incluído na relação ainda, mas com o decorrer do mês alguns podem ser acrescentados por causa das compras de dezembro.

 

A proibição de crédito é feita pelo lojista cerca de dez ou 12 dias depois do vencimento da conta que era para ter sido paga e não foi. A partir daí, a cada pesquisa em loja para tentativa de compra, o nome estará na famosa lista do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

 

De acordo com Breno Barreto, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Aracaju (CDL), a época do final do ano é propícia para a empolgação nas compras. “No final do ano, eles se empolgam e perdem a linha nas compras se confiando nas parcelas. Esquecendo infelizmente que no começo do ano novo têm as contas principais também para pagar como IPVA e IPTU”, comentou.

 

Segundo Breno, esse afastamento das pessoas das compras interferem diretamente no comércio local. “Sem crédito, o cliente só compra à vista ou fazendo um acordo com o comerciante se já for conhecido. Fora isso, se ele for comprar no crediário, na hora da pesquisa o seu nome será negado por conta da pendência”, explicou, lembrando que o brasileiro sempre dá um jeitinho comprando no nome de outras pessoas como familiares e amigos.

 

No ano passado, uma ação da CDL foi desenvolvida com o Conselho de Economia para esclarecer as dúvidas dos empresários e consumidores interessados no assunto. Para 2016, novas ideias estão sendo pensadas, mas a principal dica é ter equilíbrio. “A dica é tentar quitar primeiro as dívidas mais caras como cheque especial ou cartão de crédito. Renegociar e deixar de usar ou pegar um empréstimo para liquidar a dívida e depois não usar mais”, finalizou Breno.