Valadares Filho defende melhor gerenciamento para o uso da água

24/08/2017 às
Resumo: “A crise hídrica no Brasil, atualmente, não é restrita às regiões onde não chove, mas atinge onde há abundância de água"...

Durante a reunião de audiência pública para discutir o Plano Nacional de Recursos Hídricos, (PNRH) realizada ontem (23/08), pela Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (CINDRA), o presidente da CINDRA, deputado Valadares Filho (PSB-SE), falou da importância do Plano Nacional de Recursos Hídricos e de se ter um melhor gerenciamento adequado do uso da água.

 

“A crise hídrica no Brasil, atualmente, não é restrita às regiões onde não chove, mas atinge onde há abundância de água, por isso a necessidade de melhorar o gerenciamento do uso da água”, ressaltou o presidente da CINDRA.

 

Valadares Filho buscou explicações sobre os altos índices de perda de água que ocorre nas empresas de saneamento. Segundo dados, dependendo da região, essa perda ultrapassa 35% da água tratada que deveria ser distribuída para o consumo.  Valadares Filho indagou se estão sendo desenvolvidos métodos de diminuição de perdas de água no sistema de distribuição, conforme previsto no PNRH.

 

O secretário-executivo da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento Básico, Ubiratan Pereira, esclareceu que a perda de água no sistema de distribuição é um dos problemas mais graves que as empresas de saneamento enfrentam atualmente. “Combater as perdas é um dos grandes desafios das empresas de saneamento. Segundo Ubiratan, na região norte chega a 70% da água tratada. Entre as causas dessa perda estão o péssimo estado de conservação das tubulações.

 

O desvio por usuários clandestinos das águas do rio São Francisco também foi objeto de discussão pelos deputados e convidados da audiência pública.

 

Valadares Filho destacou o desvio de água do são Francisco que ocorre só no estado da Paraíba é o suficiente para abastecer diversas cidades e indagou “como coibir abusos dessa natureza?”

 

O representante dos Pescadores e Usuários de Águas para o Lazer e Turismo da Câmara Técnica do Plano Nacional de Recursos Hídricos, Wilson Azevedo, esclareceu que para coibir os desvios clandestinos de água é necessário intensificar a fiscalização. “A fiscalização é falha, por isso ocorre desvios clandestinos de água”.

 

Na avaliação de Valadares Filho, a audiência pública tratou de temas importantes para o uso sustentável da água não só nas regiões que tradicionalmente sofrem com a falta de água, mas em todas as regiões brasileiras. “Dessa audiência, podemos tirar alguns subsídios para avançar no debate e na busca de soluções para o problema da falta de água que atinge quase todas as regiões brasileiras”.