Após queda, superlotação em presídios sergipanos volta a crescer

26/04/2019 às

Um ano após uma queda significativa na superlotação, os presídios sergipanos voltaram a registrar um crescimento populacional sem que as novas vagas dessem conta desse contingente.

 

O percentual de presos provisórios no estado diminuiu, mostra um levantamento do G1, dentro do Monitor da Violência, feito com base nos dados dos 26 estados e do Distrito Federal.

 

Desde a última reportagem do G1, publicada em fevereiro de 2018, foram reduzidas do sistema 180 vagas, número insuficiente para acomodar o total de presos, que cresceu 4,47% em um ano, com 234 internos a mais.

 

Há hoje 5.460 presos para uma capacidade total de 3.087 pessoas, um déficit de 2.373 vagas. No estado não há presos em regime aberto ou em carceragens da Polícia Civil.

 

Os provisórios (sem julgamento), que chegaram a representar 47% da massa carcerária há um ano, agora correspondem a 37,7%.

 

Os dados levantados pelo G1 são referentes a março/abril, os mais atualizados do país. O último Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), do governo, é de junho de 2016 – uma defasagem de quase três anos. Havia, na época, 726.712 presos no total.


Em comparação aos dados colhidos pelo G1 em 2018, o novo levantamento revela que:

- O número de pessoas presas foi mais uma vez superior ao número de vagas criadas

- A superlotação voltou a crescer: de 60% para 76,9%-

- O percentual de presos provisórios diminuiu de 47% para 37,7%