Em SE, casos suspeitos de microcefalia crescem 71,27%

26/02/2016 às
Foto: Ascom/SES

O número de casos suspeitos de microcefalia em Sergipe cresceu 71,27% entre 20 de outubro de 2015 e fevereiro deste ano. O último Informe Epidemiológico de Microcefalia, divulgado pelo Ministério da Saúde na terça-feira, 23, aponta para 188 casos notificados como microcefalia. Desses, apenas dez foram efetivamente confirmados.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo e do Ministério da Saúde estão analisando e monitorando a presença do vírus Zika no Estado

Desde o dia 10, uma equipe de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Ministério da Saúde está em Sergipe, realizando pesquisas e fazendo monitoramento do vírus da zika no Estado. Os trabalhos se concentram no Laboratório Central de Sergipe (Lacen), uma unidade de saúde pública.

Os pesquisadores fazem as análises do material coletado no Laboratório de Biologia Molecular do Lacen, usando o método Elisa IgG e IgM e por PCR. Já o Laboratório de Entomologia dá apoio aos profissionais que farão o aspirado do mosquito para verificar a presença do vírus no vetor.

Estão sendo investigados todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central e a possível relação com o vírus zika e outras infecções congênitas. A microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos além do zika, como sífilis, toxoplasmose, outros agentes infecciosos, rubéola, citomegalovírus e herpes viral.

 O trabalho é resultado da parceria com cientistas do Instituto Pasteur de Dakar, que estiveram em São Paulo no mês de janeiro, para se integrar à rede de combate ao zika vírus, articulada por pesquisadores do Estado. A equipe senegalesa, que participou ativamente do combate ao ebola no Oeste da África, treinou pesquisadores brasileiros para agirem no surto do zika vírus, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da chikungunya.