Estabilização da pandemia do novo coronoavírus em SE deve acontecer em março, diz estudo da UFS
A estabilização da pandemia do novo coronavírus em Sergipe deve acontecer em março de 2021. A informação é de uma pesquisa divulgada, nesta sexta-feira, 13, pelo Laboratório de Economia Aplicada e Desenvolvimento Regional (Leader) da Universidade Federal de Sergipe (UFS).
"Estima-se que a pandemia volte à sua trajetória de maior desaceleração a partir de 28 de novembro de 2020, e que a estabilização - natural - da doença ocorra apenas em 21 de março de 2021, mais de um ano após o seu início. Nesse ponto, ainda, vale destacar que não se considera qualquer intervenção de vacina ou utilização de medicamentos prescritos para esse tipo de doença, mas sim uma previsão de estabilização final," explicou a professora de economia da UFS, Fernanda Esperidião.
A análise levou em consideração o número de novos casos diários de Covid-19 como sendo igual ou inferior a cinco. A previsão foi feita com base nos boletins epidemiológicos da Secretaria de Estado da Saúde, no período de 15 de março, quando houve a confirmação do primeiro caso da doença, até 8 de novembro.
Outro dado observado durante a pesquisa, é que a taxa de crescimento média de novos casos foi de 0,21% ao dia, durante os 30 dias do mês de setembro, subindo para 0,27% ao dia, ao longo do mês de outubro. Já nos oito primeiros dias de novembro, a taxa caiu para 0,15% ao dia. No entanto, os pesquisadores alertam para a possibilidade de pequenas ondas de curta duração que geram um efeito de persistência da contaminação.
“É possível observar que a trajetória declinante das taxas diárias de crescimento é interrompida justamente em meados de setembro, quando uma nova onda de curta duração se inicia. As taxas passam, então, a apresentar uma trajetória mais horizontal até o início de novembro, caraterística típica de uma zona de crescimento equilibrado da doença no estado", disse o professor de economia, Fábio Rodrigues Moura.
O especialista também falou sobre a taxa de reprodução do vírus, que atualmente varia entre 0,7 e 0,88. "Isso é um bom sinal, dado que é necessária uma taxa menor do que 1 para que a pandemia se encaminhe para um término. A taxa continua não tão distante de 1, sugerindo cautela quanto a possíveis novos surtos de curta duração”.
Fonte/Autor: G1SE











