Moradores do povoado Cabrita lamentam destruição
Na manhã desta quinta-feira (20) dezenas de famílias foram retiradas de um terreno, no povoado Cabrita, em São Cristóvão. No último dia 14 de novembro, em cumprimento um mandado de reintegração de posse, mais de 200 famílias tiveram que deixat o local que seria de propriedade de João Bosco Teles. Hoje o cenário foi de destruíção e lágrimas. Plantações devastadas e valetas abertas numa estrada vicinal, a ponto de perfurar uma tubulação da Deso.
Uma das integrantes do grupo Motu, Glória Ribeiro, lamentou a devastação do terreno. Segundo ela, esse ato não deveria ter acontecido. O coordenador do Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST), Esmeraldo Leal, também estava revoltado com o que viu e disse que, na quarta-feira, diversas entidades se reuniram, no Sindicato dos Bancários para avaliar a situação da Cabrita e prometem fazer um ato público, ainda sem data definida.
De acordo com Paiva, a PM recebeu um ofício do juiz da Comarca de São Cristóvão, Antônio Cerqueira de Albuquerque, expedido no dia 18 de novembro, dizendo que “diante da resistência, conflitos e manifestações na área de reintegração de posse, determinou o reforço policial a fim de que a ordem judicial desse Juízo seja cumprida na integralidade”. Quanto a destruição das plantações e a derrubada do cajueiro, Paiva disse que o proprietário do terreno pode fazer o que quiser na área que lhe pertence.











