Profissionais da saúde dos hospitais universitários de Sergipe entram em greve por tempo indeterminado

13/05/2021 às 13:09:48
Foto: Reprodução/TV Sergipe

Profissionais de saúde que atuam nos hospitais universitários de Sergipe aderiram, nesta quinta-feira, 13, a uma greve nacional por tempo indeterminado. A categoria reclama da redução de benefícios e pedem reajuste salarial.

A greve em Aracaju deve impactar o ambulatório do hospital, que atende uma média de 500 consultas diariamente. A assessoria de comunicação do hospital disse que a diretoria se reuniu no final da manhã para definir como ficará o atendimento durante o movimento grevista.

Com faixas, cartazes e respeitando as medidas de segurança, eles protestaram em frente à unidade na capital. A categoria diz que se sente prejudicada com a ausência de um reajuste salarial que não acontece há três anos.

Uma outra queixa dos profissionais, é a possível alteração no valor da insalubridade. Atualmente o cálculo se dá sobre o salários dos profissionais, mas a proposta da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) é que ele seja em cima do salário mínimo, o que de acordo com a categoria, pode gerar uma redução de até 40% na remuneração.

Hospital Universitário de Sergipe (HU-UFS) ligado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) disse que as entidades sindicais deflagraram a greve durante o processo de negociação, e que conversas não foram encerradas e o processo de mediação segue em curso no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A Empresa disse que até a próxima quinta-feira (20) uma nova proposta deve ser encaminhada à categoria. E que a proposta, a nível nacional, mantém todas as cláusulas sociais vigentes. No entanto, a ação mantém na proposta o pagamento do adicional de insalubridade, mas adapta a base de cálculo, sendo pago em cima do salário mínimo, e não mais sobre o salário-base. Com a adequação proposta, será possível ainda conceder aumentos em outros benefícios. E que essa mudança no cálculo só acontecerá ao fim da pandemia.

O HU-UFS informou também que as atividades assistenciais estão mantidas e que a suspensão de serviços está sendo avaliada mediante o percentual de profissionais que estão aderindo ao movimento paredista.

 

Fonte: G1SE