Taxista é sequestrado e se joga de carro em movimento

31/05/2016 às
O representante do Sintax, Gerson Feirreira, lamenta a violência (Foto: Arquivo Portal Infonet)

Mais um taxista é alvo de violência em Sergipe. Dessa vez, um homem, de 50 anos, que não terá a identificação divulgada, realizava uma corrida no Parque dos Faróis, região de Nossa Senhora do Socorro quando dois passageiros acenaram e disseram que seguiriam para o Centro de Aracaju, mas em menos de 10 minutos anunciaram o assalto e obrigaram o taxista a descer do veículo. O fato ocorreu na noite da última segunda-feira, 30.

 

O taxista conta que no momento da violência estava com outra passageira no carro. “O meu táxi é lotação e havia uma mulher que também estava no táxi. Quando eles pediram para eu descer do carro, foram logo me colocando na mala e a passageira ficou no banco de trás do táxi. Ela ficou com um dos caras com a arma apontada para a cabeça”, conta.

 

O taxista lembra ainda que no momento de tensão, a passageira começou a rezar. “Quando ela começou a rezar eles pediram para ela parar e disseram que eles também tinham fé, mas que estavam trabalhando”, relembra.

 

Para salvar a vida, o taxista pulou com o carro em movimento. “Quando eu percebi que a mala do carro estava um pouco aberta eu pulei com o carro em movimento. Eu tive alguns arranhões, mas estou bem”, fala.

 

Sobre o veículo, na manhã desta terça-feira, 31, o táxi foi encontrado na região da Palestina, também em Nossa Senhora do Socorro. “Graças a Deus o táxi foi encontrado, mas eu não sei o que ocorreu com a passageira. Não sei o que eles fizeram com ela, após eu ter pulado do táxi. Eles estavam armados e nervosos e ameaçavam”, diz.

 

O representante do Sindicato dos Taxistas (Sintax), Gerson Ferreira, lembra que o sindicato tem acompanhado as ações em torno da violência crescente e que várias reuniões já foram realizadas na Secretaria da Segurança Pública para combater as ações criminosas. “A polícia tem feito a sua parte realizando blitz, a imprensa tem cobrado e nós estamos acompanhando tudo, mas o taxista tem que entender que a vida não tem preço. Hoje temos um sistema de rastreador onde o taxista paga somente R$ 49,90 por mês e esse sistema interliga ele a uma rede onde a polícia é acionada. Porém de 10 mil taxistas, somente 150 usam este sistema. O taxista precisa acordar e entender essa violência, valorizando a sua vida”, salienta Gerson.