Fisioterapeutas ameaçam desvinculação de planos de saúde
Portal Infonet
05/11/2014 -

Os fisioterapeutas do estado de Sergipe ameaçam se desvincular dos planos de saúde. A consequência, segundo a categoria, seria uma grande desassistência aos pacientes. Eles paralisaram as atividades nesta quarta-feira, 5, e realizaram manifestação em frente ao Ministério Público Estadual (MPE). A informação é que eles serão recebidos pela promotora dos direitos de defesa do consumidor, Euza Missano.

 

A categoria reivindica, de acordo com o segundo secretário da Associação dos Prestadores de Serviço de Fisioterapia do Estado de Sergipe, Marcelo Nunes, a implantação do referencial de honorários, que preconiza o pagamento de, em média, R$ 40 por sessão, além que os serviços de indicação, alta e audição das sessões sejam feitos por profissionais da área.

 

"Os valores estão absurdamente abaixo do referencial que já é realidade do Conselho Federal de Fisioterapia. Os planos de saúde não respeitam e pagam uma média entre R$ 6 e 8. Têm convênios que não dão aumento há 15 anos. Queremos dar um tratamento decente ao paciente", relata Marcelo.

 

A luta dos trabalhadores, segundo o segundo secretário da associação, é contra todos os convênios, que se encontram em situação irregular. Ele afirma que alguns profissionais, devido ao baixo valor pago pelos planos, atendem uma quantidade de pacientes acima do limite. "Com uma remuneração tão baixa não tem como manter um padrão de atendimento exigido pelo Conselho Federal", alega.

 

Negociações

 

De acordo com o presidente da associação, Lucas Rego, em 20 anos a categoria só teve reajuste de 19%. Ele conta que até o momento apenas a Unidas, que representa alguns planos de saúde, se manifestou para tentar negociar com os fisioterapeutas.

 

Com essa paralisação que envolve 500 profissionais e desassiste 30 clínicas nesta quarta, a categoria pretende chamar a atenção doa demais convênios de saúde. “Demos um prazo de 60 dias para os planos nos darem um retorno, e esperamos que eles se manifestem. Pedimos também ao MPE que acompanhe as negociações para que o usuário não seja desassistido, pois chegamos em uma situação que está acima do limite”, finaliza Lucas.